Ainda
enjoado de tanto filete de polvo, tanto grelo entalado nos dentes e com o gosto
acre do alho das iscas de cebolada do Tóino a amargar-lhe a boca, o bravo
Agente Ó exemplar funcionário da Agência do Ó, que acumulava a função de
detective com a de proprietário, deixou cair pesadamente o anafado traseiro na primeira
cadeira que encontrou e que por sinal ficava de frente à secretária da sua
secretária, e resfolegou:
- Magrinha, anote
e comunique à nossa mais recente cliente: a famosa e insone Menina, que o caso do
desaparecimento do Cartão de Cidadão está resolvido e encerrado. Por tempo
indeterminado fica também encerrada a Agência que o agente não é de ferro –
esse era outro – pois vai encerrar para
umas breves vacances mais do que merecidas.
Mas...afinal o que se passou ó agente do Ó? - pergunta a Magrinha e incrédula secretária, disfarçando a
alegria. - Passo a explicar - e, explica,
o ainda ofegante Ó.
- Aproveitando um breve interregno em que todos
os suspeitos estavam desvanecidos em ternura enternecida, pelo aparecimento
inesperado da Capitã Cuca, entrei sub-repticiamente a bordo do barco pirata.
Coloquei uma pala num olho para me confundir com a tripulação e dirigi-me à
cabine da dita. Por entre os seus trajes íntimos, enroladinho numa cuequinha fio
dental, lá estava ele; o Cartão de Cidadão.
Só para
os interessados vai a narradora revelar o móbil do roubo.
A
paixão avassaladora da Capitã, como aliás o são todas as paixões, havia-se extinguido em chamas de amor ardente. Como voltar atrás sem perder honra nem glória? Pois
apossando-se da identidade de uma jovem impoluta e sem cadastro… A Tétisq,
obviamente!!
Para que este arrazoado faça algum sentido, agradeço leiam pela ordem apresentada...Aqui...Aqui... Aqui...Aqui...e Aqui. Isto, por enquanto... :)
Cumpre-me esclarecer que, caso a Capitã se sinta melindrada por estas minhas fake news, e me o faça saber, de imediato retirarei o seu nome da investigação. Obrigada!
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