segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Ondas de Prazer.

Imagens recolhidas na Net

 

Ó vagas de cabelo esparsas longamente
Que sois o vasto espelho onde eu me vou mirar
E tendes o cristal dum lago refulgente
E a rude escuridão dum largo e negro mar.
 
    (…)
 
Ó mantos de veludo esplêndido e sombrio,
Na nossa vastidão posso talvez morrer!
Mas vinde-me aquecer, que eu tenho muito frio.
E quero asfixiar-me em ondas de prazer.
 
Cesário Verde in Meridional
 
 
 
 
ADENDA: Informo os leitores e amigos deste meu simples e despretensioso espaço que, durante algum tempo, ficam encerradas as publicações. Digamos que ando a pensar fazer umas remodelações cá no estaminé...:) No entanto, andarei pelas redondezas e não deixarei de ler o que escreverem. Entrarei pelos vossos cantinhos, se mo permitirem, com a amizade e a boa vontade de sempre, e lá deixarei o meu parecer se tiver algo para dizer!
 
Beijinhos para todos e o meu muito obrigada pelo carinho e compreensão que sempre me dispensaram.
 
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domingo, 7 de setembro de 2014

Provérbios (8)

 



“ O sorriso custa menos do que a electricidade e dá muito mais luz”
(Provérbio escocês)

 


A iluminar ou não, aqui vos deixo um para a posteridade!





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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Melancolia.

 
Vá-se lá saber porquê, subitamente, senti-me invadida por uma estranha melancolia, uma nostalgia de algo que não vivi nem sequer conheço.
Peguei, quase instintivamente, no único livro que Cesário Verde escreveu. Folheei-o ao acaso e foi neste poema que fixei a minha atenção.
Sei, no entanto, que ele escreveu outros que estariam mais de acordo com o que sinto, porém, este poema é como um apelo e uma defesa das dores alheias e de como nos podemos sentir irremediavelmente impotentes e sós para as podermos mitigar. De tal modo, que  até os nossos problemas nos parecem meras contrariedades! Isto, no caso do poeta infeliz e que tão cedo partiu.  
 
( Da página 43 à 46 )
 
 
Contrariedades
                                           
Eu hoje estou cruel, frenético, exigente;
Nem posso tolerar os livros mais bizarros.
Incrível! Já fumei três maços de cigarros
       Consecutivamente.

Dói-me a cabeça. Abafo uns desesperos mudos:
Tanta depravação nos usos, nos costumes!
Amo, insensatamente, os ácidos, os gumes
       E os ângulos agudos.

Sentei-me à secretária. Ali defronte mora
Uma infeliz, sem peito, os dois pulmões doentes;
Sofre de faltas de ar, morreram-lhe os parentes
       E engoma para fora.

Pobre esqueleto branco entre as nevadas roupas!
Tão lívida! O doutor deixou-a. Mortifica.
Lidando sempre! E deve conta à botica!
       Mal ganha para sopas...

O obstáculo estimula, torna-nos perversos;
Agora sinto-me eu cheio de raivas frias,
Por causa dum jornal me rejeitar, há dias,
       Um folhetim de versos.

Que mau humor! Rasguei uma epopeia morta
No fundo da gaveta. O que produz o estudo?
Mais uma redacção, das que elogiam tudo,
       Me tem fechado a porta.

A crítica segundo o método de Taine
Ignoram-na. Juntei numa fogueira imensa
Muitíssimos papéis inéditos. A Imprensa
       Vale um desdém solene.

Com raras excepções, merece-me o epigrama.
Deu meia-noite; e a paz pela calçada abaixo,
Um sol-e-dó. Chuvisca. O populacho
       Diverte-se na lama.

Eu nunca dediquei poemas às fortunas,
Mas sim, por deferência, a amigos ou a artistas.
Independente! Só por isso os jornalistas
       Me negam as colunas.

Receiam que o assinante ingénuo os abandone,
Se forem publicar tais coisas, tais autores.
Arte? Não lhes convém, visto que os seus leitores
       Deliram por Zaccone.

Um prosador qualquer desfruta fama honrosa,
Obtém dinheiro, arranja a sua coterie;
E a mim, não há questão que mais me contrarie
       Do que escrever em prosa.

A adulação repugna aos sentimento finos;
Eu raramente falo aos nossos literatos,
E apuro-me em lançar originais e exactos,
       Os meus alexandrinos...

E a tísica? Fechada, e com o ferro aceso!
Ignora que a asfixia a combustão das brasas,
Não foge do estendal que lhe humedece as casas,
       E fina-se ao desprezo!

Mantém-se a chá e pão! Antes entrar na cova.
Esvai-se; e todavia, à tarde, fracamente,
Oiço-a cantarolar uma canção plangente
       Duma opereta nova!

Perfeitamente. Vou findar sem azedume.
Quem sabe se depois, eu rico e noutros climas,
Conseguirei reler essas antigas rimas,
       Impressas em volume?

Nas letras eu conheço um campo de manobras;
Emprega-se a réclame, a intriga, o anúncio, a blague,
E esta poesia pede um editor que pague
       Todas as minhas obras...

E estou melhor; passou-me a cólera. E a vizinha?
A pobre engomadeira ir-se-á deitar sem ceia?
Vejo-lhe a luz no quarto. Inda trabalha. É feia...
       Que mundo! Coitadinha!
 
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terça-feira, 2 de setembro de 2014

UM DELEITE...

 
 

Francine, uma jovem delicada e lindíssima, testemunhou o assassinato da mãe quando tinha apenas sete anos e é desde então sufocada por um pai e uma madrasta obsessivamente protectores.

Teddy, cujos pais foram desde sempre indiferentes à sua existência, é agora um adulto com quase nenhumas competências sociais e com uma inclinação sinistra para usar o assassinato como forma de remover os obstáculos que encontra no caminho.

Harriet, em tempos uma beldade e hoje uma mulher rica, entediada e habituada a usar uma série de homens para sua satisfação sexual, é uma predadora insaciável em busca de constantes atenções.

Finalmente há Júlia, uma psiquiatra com um comportamento obsessivo e manipulador.
 
Por um golpe do destino as suas vidas cruzam-se e interagem num universo, onde a salvação é impossível e a morte uma presença constante!...
 
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Esta escritora tem sido distinguida com inúmeros prémios literários – quer como Ruth Rendell, quer como Barbara Vine, pseudónimo com que assina muitos dos seus trabalhos -, a sua obra está traduzida em vinte e cinco línguas.

 

Se gosta deste estilo literário e ainda não leu este livro com um enredo que nos
"enreda", do princípio ao fim, poderá ter agora a oportunidade de o adquirir:
 

 

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domingo, 31 de agosto de 2014

Quando o Silêncio Desaba...Chega Setembro e o Agosto Acaba...

....fotografa-se uma nesga de céu e as velharias da casa...
em tons de AZUL .





 





 
 


A velha mesa de cozinha em azulejo, azul antigo e por mim escolhido...
está rachado? Onde?




 
 
 
 
Um troféu de faiança inglesa?
Não e sim...é uma peça de grande valor estimativo!
 
 
Esta morena até estava bonita na fotografia que serviu de modelo, mas o pintor que a retratou...tudo estragou! Deixou-a parecida com a Coco Chanel...
 
 
 
Peças de Arte neste género há muitas por cá! Parecem pinturas, mas são manufacturas elaboradas na época pré-blogosfera, que só serviram para arruinar a vista de quem os bordou.
 
 
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"Amar é a eterna inocência e a única inocência é não pensar"
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Que Setembro vos traga o calor e a concretização dos sonhos sonhados!...
 
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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Veja A Sorrir O Que a Invicta Tem De Mais Belo Para Oferecer...



De Serralves à Ribeira, Dos Clérigos à Casa da Música, siga este maravilhoso roteiro turístico que tem apenas um único 'senão'......"Este Homem não é do Norte", canudo!

Deliciem-se na sua ( do José de Pina) e na minha companhia!
 
PARA TODOS, VOTOS DE BOM
FIM - DE - SEMANA!
 
:-) 

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Como disse Bob Marley: " Não Precisam Ser Perfeitos. Para Mim, Basta que Sejam Verdadeiros.


E se existissem, seriam insuportáveis!
 
 
Voar é sonhar infinitamente, sem limites
nem restrições!


Adiciono mais esta bela canção de Bob Marley, por ser a preferida do amigo Pedro Coimbra, porque sei que todos gostam e por ser a que, neste momento, me diz muito.

" No Woman No Cry"!

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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Caminhos Que Percorremos.

Foto captada por mim do interior de uma Unidade Hospitalar.
Caminho que percorri vezes sem conta.

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 Cada vez mais desesperado. Olho, olho, e só vejo negrura à minha volta. Fé? Evidentemente... Enquanto há vida, há esperança — lá diz o outro. Mas, francamente: fé em quê?

Num mundo que almoça valores, janta valores, ceia valores, e os degrada cinicamente, sem qualquer estremecimento da consciência?
 Peçam-me tudo, menos que tape os olhos. Bem basta quando a terra mos cobrir! — Ah! Mas a humanidade acaba por encontrar o seu verdadeiro caminho — dizem-me duas células ingénuas do entendimento. E eu respondo-lhes assim:

Não, o homem não tem caminhos ideais e caminhos de ocasião. O homem tem os caminhos que anda…

(…)
Miguel Torga  

(O Cinismo dos Valores )  

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