domingo, 4 de outubro de 2015
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
OUTROS TEMPOS.
Esta é das poesias de António Aleixo, a que mais gosto e a que mais me diz!...
Toda tu cheiras a feno
Do campo onde trabalhaste;
És verdadeiro contraste
Com a tal flor delicada
Que só por muito pintada
Nos poderá parecer bela;
Mas tu brilhas mais do que ela,
Tu és a flor minha amada.
Pois se te tenho na mão,
Inda assim acho tão pouco,
Que sinto um desejo louco:
Guardar-te no coração!...
As coisas mais belas são
Como as cria a Natureza,
E tu tens toda a grandeza
Dessa beleza que almejo,
Tens tudo quanto desejo,
És a gentil camponesa
![]() |
| TELA DA AUTORIA DE CARLOS REIS, RECOLHIDA DAQUI. |
A Gentil Camponesa
Tu és pura e imaculada,
Cheia de graça e beleza;
Tu és a flor minha amada,
És a gentil camponesa.
És tu que não tens maldade,
És tu que tudo mereces,
És, sim, porque desconheces
As podridões da cidade.
Vives aí nessa herdade,
Onde tu foste criada,
Aí vives desviada
Deste viver de ilusão:
És como a rosa em botão,
Tu és pura e imaculada.
És tu que ao romper da aurora
Ouves o cantor alado...
Vestes-te, tratas do gado
Que há-de ir tirar água à nora;
Depois, pelos campos fora,
É grande a tua pureza,
Cantando com singeleza,
O que ainda mais te realça,
Exposta ao sol e descalça,
Cheia de graça e beleza.
Teus lábios nunca pintaste,
És linda sem tal veneno.
Tu és a flor minha amada,
És a gentil camponesa.
És tu que não tens maldade,
És tu que tudo mereces,
És, sim, porque desconheces
As podridões da cidade.
Vives aí nessa herdade,
Onde tu foste criada,
Aí vives desviada
Deste viver de ilusão:
És como a rosa em botão,
Tu és pura e imaculada.
És tu que ao romper da aurora
Ouves o cantor alado...
Vestes-te, tratas do gado
Que há-de ir tirar água à nora;
Depois, pelos campos fora,
É grande a tua pureza,
Cantando com singeleza,
O que ainda mais te realça,
Exposta ao sol e descalça,
Cheia de graça e beleza.
Teus lábios nunca pintaste,
És linda sem tal veneno.
Toda tu cheiras a feno
Do campo onde trabalhaste;
És verdadeiro contraste
Com a tal flor delicada
Que só por muito pintada
Nos poderá parecer bela;
Mas tu brilhas mais do que ela,
Tu és a flor minha amada.
Pois se te tenho na mão,
Inda assim acho tão pouco,
Que sinto um desejo louco:
Guardar-te no coração!...
As coisas mais belas são
Como as cria a Natureza,
E tu tens toda a grandeza
Dessa beleza que almejo,
Tens tudo quanto desejo,
És a gentil camponesa
Meus Amigos, a todos desejo um excelente
FIM-DE-SEMANA
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António Aleixo,
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Poesia
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
RIR É SEMPRE O MELHOR!...Quando Não Acontece o Pior!
Que a Vida não é fácil nem justa, já eu sabia! Que, de um momento para o outro, ela pode mudar, também sabia, mas fiquei a saber o quanto, na passada terça-feira - 29-09 15- ao fim da tarde.
Se viver não é ser empurrado ou rasteirado pela sorte ou pelo azar - como escreveu Joaquim Pessoa - , então, o que de mau nos pode acontecer, inopinadamente, pode muito bem ser o facto de estarmos no local errado à hora errada - ainda que estejamos no interior da nossa própria casa.
O estrondo foi tão forte que rebentou com a vidraça da janela da cozinha, para a qual me encontrava sentada de costas a uma distância de 1 metro, mais ou menos, quando me dispunha a tomar o meu habitual chá de cidreira, como sempre faço ao chegar a casa, depois de sair do meu local de trabalho.
Fiquei em estado de choque, não pelos estragos feitos, que até nem foram muitos, mas porque me apercebi, instantes depois, que não ouvia nada! Tinha perdido a audição! Só ouvia zumbidos...
Não quero entrar em pormenores, até porque o pior já passou. Fui observada, cerca de meia hora mais tarde, por uma médica que me tranquilizou; não havia perfuração nos tímpanos, mas convinha ser vista por um médico da especialidade.
Ontem fui observada por um otorrino, que me receitou um anti-inflamatório e me garantiu não haverem sequelas irreversíveis. Hoje, ao fim do dia irei ao hospital onde faz serviço; para ser examinada minuciosamente e com os aparelhos apropriados! (SIC)
Porque razão não recorri, na altura do acidente, ao serviço de urgência do hospital?
Porque a partir de determinada hora os serviços de especialidade médica não funcionam, no hospital mais perto da minha zona de residência, e, no meio de tanta aflição, corri para uma Clínica que fica a cinco minutos de minha casa.
O conteúdo do objecto que provocou o rebentamento é tão prosaico e faz-me sentir tão ridícula, que não o irei mencionar. (Talvez o faça um dia, pessoalmente, ou noutro post)
Quero, no entanto, a bem do meu ego, voltar à vossa companhia em grande estilo...Like a Lady!!!
Se viver não é ser empurrado ou rasteirado pela sorte ou pelo azar - como escreveu Joaquim Pessoa - , então, o que de mau nos pode acontecer, inopinadamente, pode muito bem ser o facto de estarmos no local errado à hora errada - ainda que estejamos no interior da nossa própria casa.
O estrondo foi tão forte que rebentou com a vidraça da janela da cozinha, para a qual me encontrava sentada de costas a uma distância de 1 metro, mais ou menos, quando me dispunha a tomar o meu habitual chá de cidreira, como sempre faço ao chegar a casa, depois de sair do meu local de trabalho.
Fiquei em estado de choque, não pelos estragos feitos, que até nem foram muitos, mas porque me apercebi, instantes depois, que não ouvia nada! Tinha perdido a audição! Só ouvia zumbidos...
Não quero entrar em pormenores, até porque o pior já passou. Fui observada, cerca de meia hora mais tarde, por uma médica que me tranquilizou; não havia perfuração nos tímpanos, mas convinha ser vista por um médico da especialidade.
Ontem fui observada por um otorrino, que me receitou um anti-inflamatório e me garantiu não haverem sequelas irreversíveis. Hoje, ao fim do dia irei ao hospital onde faz serviço; para ser examinada minuciosamente e com os aparelhos apropriados! (SIC)
Porque razão não recorri, na altura do acidente, ao serviço de urgência do hospital?
Porque a partir de determinada hora os serviços de especialidade médica não funcionam, no hospital mais perto da minha zona de residência, e, no meio de tanta aflição, corri para uma Clínica que fica a cinco minutos de minha casa.
O conteúdo do objecto que provocou o rebentamento é tão prosaico e faz-me sentir tão ridícula, que não o irei mencionar. (Talvez o faça um dia, pessoalmente, ou noutro post)
Quero, no entanto, a bem do meu ego, voltar à vossa companhia em grande estilo...Like a Lady!!!
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sábado, 26 de setembro de 2015
POIS!....
VIVER É...
Viver é uma peripécia. Um dever, um afazer, um prazer, um susto,
uma cambalhota. Entre o ânimo e o desânimo, um entusiasmo ora doce, ora
dinâmico e agressivo.
Viver não é cumprir nenhum destino, não é ser empurrado ou rasteirado pela sorte. Ou pelo azar. Ou por Deus, que também tem a sua vida.
Viver é ter fome.
Fome de tudo. De aventura e de amor, de sucesso e de comemoração de cada um dos
dias que se podem partilhar com os outros. Viver é não estar quieto, nem
conformado, nem ficar ansiosamente à espera.
Viver é romper, rasgar, repetir com criatividade. A vida não é fácil, nem justa, e não dá para comparar a nossa com a de ninguém. De um dia para o outro ela muda, muda-nos, faz-nos ver e sentir o que não víamos nem sentíamos antes e, possivelmente, o que não veremos nem sentiremos mais tarde.
Viver é observar, fixar, transformar. Experimentar mudanças. E ensinar, acompanhar, aprendendo sempre. A vida é uma sala de aula onde todos somos professores, onde todos somos alunos. Viver é sempre uma ocasião especial. Uma dádiva de nós para nós mesmos.
Os milagres que nos acontecem têm sempre uma
impressão digital. A vida é um espaço e um tempo maravilhosos mas não se
contenta com a contemplação. Ela exige reflexão. E exige soluções.
A vida é exigente porque é generosa. É dura porque é terna. É amarga porque é doce. É ela que nos coloca as perguntas, cabendo-nos a nós encontrar as respostas. Mas nada disso é um jogo. A vida é a mais séria das coisas divertidas.
Joaquim Pessoa, in "Ano Comum"
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Pode ser tudo isto mas, essencialmente, é Amar... Gostar de...
Tudo o que já vimos e ouvimos, tudo o que vemos e sentimos. Tudo...O que nos faz mais alegres e felizes ou, simplesmente, mais serenos e de bem com a nossa consciência.
And I Love Her or and I Love Him!
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quinta-feira, 24 de setembro de 2015
terça-feira, 22 de setembro de 2015
Podem Tombar Casas e Castelos...
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domingo, 20 de setembro de 2015
Canções Intemporais...( I )
Esta é uma bela canção que atravessou décadas! Recentemente, foi tema principal da banda sonora do filme: "A Família Bélier".
O filme é possível que nem todos o tenham visto, mas a canção duvido que haja alguém que a desconheça.
Contudo, prevendo e antevendo essa possibilidade...Oiçam agora, e digam se gostaram!...:)
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