...ou, hospitais não são lugares para risos.
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Há muito tempo que não vivia horas tão angustiantes como as que vivi ontem, provocadas pela longa espera em local que, embora agradável à vista por se tratar de uma ala bem decorada e limpa, acabou por se tornar claustrofóbica pela ausência de janelas abertas para o exterior do edifício.
Ainda tentei ocupar o tempo com a leitura do livro que levei, mas o poder de concentração esvaíu-se de forma inexplicável.
E que tal se eu tentasse ouvir aquele vídeo que havia recebido pouco antes e ainda não tinha ouvido de princípio ao fim?
Saí da sala de espera onde me
encontrava a aguardar juntamente com outros pacientes,
olhei para todos os lados para me cerficar
de que podia aumentar o som sem incomodar e...
-"pode falar caro Baptista-Bastos!"
Sem que me apercebesse como nem de onde, surgiu-me a figura de uma senhora enfermeira, (justamente quando o Herman baixava a cabeça e eu ainda nem tinha percebido nada) e me pediu, tendo que repetir: -"Importa-se de baixar o som?!". Confusa e de forma atabalhoada, desfiz-me em mil desculpas e desliguei o telemóvel.
Cheguei a casa com dores horríveis de cabeça e no pescoço, atirei-me para cima do sofá onde acordei pelas 23h. Tomei um copo de leite de aveia e mergulhei desta vez na cama, de onde saí ainda o sol não tinha nascido. Adivinhem o que fiz após tomar uma boa chávena de café? Pois...ri a bom rir, a pensar se a senhora enfermeira teria ouvido o tal "Certificado de virgindade". 😂
(não sei se isto passa por um animal marrante, mas lá que tem ar agressivo, tem )