segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

SILÊNCIO E CHAMAS.

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Luzes dançam no silêncio,

Cálices de cera em rubra chama,

Pequenos sóis de um universo íntimo,

Onde o tempo respira devagar.


Cada chama sussurra segredos,

Segredos de calor e delicadeza,

Entre sombras e reflexos dourados

Nas paredes que guardam memórias.


As velas, no seu altar singelo,

São guardiãs de um instante eterno,

Onde o coração repousa sereno

E a alma se veste de paz.


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  Nesta minha  estreita colaboração com a Inteligência Artificial, desta vez eu dei a imagem, e ela, generosa,  emprestou-me o poema!  ❤ ❤ Gostaram?




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sábado, 14 de dezembro de 2024

☀️ CONTOS DE NATAL ☀️

 



A Lenda da Vela de Natal


Era uma vez um pobre sapateiro que vivia numa cabana, na encruzilhada de um caminho, perto de um pequeno e humilde povoado. Como era um homem bom e queria ajudar os viajantes que à noite por ali passavam, deixava na janela da sua casa, uma vela acesa todas as noites, de modo a guiá-los. E apesar da doença e a fome, nunca deixou de acender a sua vela.

Veio então uma grande guerra, e todos os jovens partiram, deixando a cidade ainda mais pobre e triste. As pessoas do povoado ao verem a persistência daquele pobre sapateiro, que continuava a viver a sua vida cheio de esperança e bondade, decidiram imitá-lo e, naquela noite, que era a véspera de Natal, todos acenderam uma vela em suas casas, iluminando todo o povoado. 

À meia-noite, os sinos da igreja começaram a tocar, anunciando a boa notícia: a guerra tinha acabado e os jovens regressavam às suas casas!

Todos gritaram: “É um milagre! É o milagre das velas!”. A partir daquele dia, acender uma vela tornou-se tradição em quase todos os povos, na véspera de Natal. 

  


[Desconheço o autor/a deste Conto. Se alguém souber, e o puder comprovar, por favor, elucide-me e darei os devidos créditos. Obrigada.]

  


A imagem foi criada pela ChatGPT, a meu pedido.
Um pouco exagerado aquele trilho feito na neve, não concordam?
Parece a linha de um caminho de ferro!
Terá sido pelo conto referir que o sapateiro morava 
na encruzilhada de um  caminho? É capaz!
Mas que ingratidão!! Quem aceita, não escolhe, ora essa...dirão!
E com toda a razão!

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quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

***HOJE HÁ RETRATOS AMANHÃ NÃO SABEMOS***



[O céu da minha rua.]




NUVENS

No dia triste o meu coração mais triste que o dia...
Obrigações morais e civis?
Complexidade de deveres, de consequências?
Não, nada...
O dia triste, a pouca vontade para tudo...
Nada...

Outros viajam (também viajei), outros estão ao sol
(Também estive ao sol, ou supus que estive),
Todos têm razão, ou vida, ou ignorância simétrica,
Vaidade, alegria e sociabilidade,
E emigram para voltar, ou para não voltar,
Em navios que os transportam simplesmente.
Não sentem o que há de morte em toda a partida,
De mistério em toda a chegada,
De horrível em todo o novo...
Não sentem: por isso são deputados e financeiros,
Dançam e são empregados no comércio,
Vão a todos os teatros e conhecem gente...
Não sentem: para que haveriam de sentir?

Gado vestido dos currais dos Deuses,
Deixá-lo passar engrinaldado para o sacrifício
Sob o sol, alacre, vivo, contente de sentir-se...
Deixai-o passar, mas ai, vou com ele sem grinalda
Para o mesmo destino!
Vou com ele sem o sol que sinto, sem a vida que tenho,
Vou com ele sem desconhecer...

No dia triste o meu coração mais triste que o dia...
No dia triste todos os dias...
No dia tão triste...

13-5-1928
Poesias de Álvaro de Campos. 
[Fernando Pessoa]


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terça-feira, 10 de dezembro de 2024

TERÇAS - FEIRAS MUSICAIS.

 



Omar Sharif 
(Caminito)



Caminito que el tiempo ha borrado
Que juntos un día nos viste pasar
He venido por última vez
He venido a contarte mi mal.

Caminito que entonces estabas
Bordeado de trébol y juncos en flor
Una sombra ya pronto serás
Una sombra lo mismo que yo.

Desde que se fue
Triste vivo yo
Caminito, amigo
Yo también me voy.

Desde que se fue
Nunca más volvió
Seguiré sus pasos
Caminito, adiós.

Caminito que todas las tardes
Feliz recorría cantando mi amor
No le digas si vuelve a pasar
Que mi llanto tu suelo regó.

Caminito cubierto de cardos
La mano del tiempo su huella borró
Yo a tu lado quisiera caer
Y que el tiempo nos mate a los dos.

Desde que se fue
Triste vivo yo
Caminito, amigo
Yo también me voy.


❤❤  ❤❤  ❤❤

Nota: O nosso eterno Doutor Jivago, cantou as duas primeiras estrofes e o estribilho, mas eu, que gosto de dar-lhes tudo a que têm direito, escrevi as duas seguintes, tal como as escreveu Carlos Gardel.  😊




sábado, 7 de dezembro de 2024

☀️ CONTOS DE NATAL ☀️

 



Um Natal Especial.

O Francisco frequentava o terceiro ano de escolaridade com muito bom aproveitamento. Era um miúdo admirável. Já vivera razoavelmente mas, actualmente, sofria as consequências da quase indigência do pai por, no início daquele ano, ter perdido o emprego. Era um bom trabalhador, mas a oficina fechara.

Andava o miudinho muito triste e amargurado porque a fome, o frio e a tristeza eram o pão-nosso de cada dia naquela casa.

Como habitualmente, ao aproximarem-se as férias do Natal, a professora mandou que os alunos fizessem uma redacção sobre essa quadra festiva.

O Francisco debruça-se sobre o papel e, numa letra mais adulta que infantil, intitula a sua composição de APELO e escreve:

«Menino Jesus: não acredito no que tenho ouvido dizer a teu respeito, ou seja, que só dás a quem já tem, e nada dás a quem tem nada. Explico-te porquê: eu sei que são os pais a darem essas prendas e não tu, que tens mais que fazer; se fosses tu, de certeza que davas a todos e, se calhar, em primeiro lugar aos mais pobres.

Não venho pedir nada para mim. Quero lembrar-te que o meu pai está há um ano sem trabalho e precisa de ganhar dinheiro para nos sustentar. Por isso, não te esqueças de lhe arranjar um emprego. Eu sei que Natal quer dizer nascimento e, olha, nós também nascemos e, com certeza, não foi para que morrêssemos já, sem dar testemunho sobre a terra. Se assim fosse, como é que poderíamos dar os parabéns pelo teu aniversário?! Já agora podes ficar a saber que eu nasci no mesmo dia: nasci no Natal»

Pouco antes de as férias começarem, a professora chamou o Francisco e disse-lhe que tinha arranjado trabalho para o seu pai e, que já poderia começar a trabalhar no princípio de Janeiro do próximo ano. Foi tal a alegria dele que chorou copiosamente e, então, passou a andar tão contente, que os pais não sabiam que dizer. No entanto ele não disse porque é que andava assim.

Na véspera de Natal todos se deitaram cedo, pois a consoada consistiria em sopa e pão, em virtude do dono da mercearia, atendendo ao dia que era, ter condescendido em acrescentar ao rol do livro da dívidas.

O Francisco não adormeceu logo. Depois de ter verificado que toda a gente estava a dormir, foi colocar o seu sapatinho à porta do quarto dos pais, com um bilhete dentro.

No dia de Natal, a mãe, que era sempre a primeira a levantar-se, ao sair do quarto tropeçou no sapato do filho. Baixou-se, pegou nele, e leu o bilhete: -  "Pai, a partir de Janeiro vai ter trabalho. Foi a minha professora que lho arranjou, por causa da minha redacção ao Menino Jesus. É a nossa prenda de Natal".

Com as lágrimas nos olhos, de contentamento já se vê, aquele casal entrou, pé ante pé, no quarto do filho. Ao vê-lo profundamente adormecido e a sorrir, ambos disseram: -"Eis aqui o nosso Menino Jesus!"

(Conto de autor desconhecido)



☀️ ☀️ ☀️ ☀️ 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

***HOJE HÁ RETRATOS, AMANHÃ NÃO SABEMOS.***

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Tinha pensado nestas fotografias para vos propor a descoberta de que flor se tratava, num possível Desafio. Mas desisti. Ando com disponibilidade de tempo muito reduzida e tanto poderia ser fácil e de rápida solução, como ser demorada e carecer de mais atenção do que responder aos comentários. Desse modo fica esta rubrica preenchida por mais uma semanita! 😉



Alecrim, alecrim dourado 
Que nasce no monte
Sem ser semeado...


[Por favor, clique nos últimos versos e veja o vídeo, giro na sua inocência infantil. Recorde a sua meninice. 😊]

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terça-feira, 3 de dezembro de 2024

TERÇAS-FEIRAS MUSICAIS.

 


Orquestra Filarmónica de Viena
( Wanderlust - O Prazer de Viajar )






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domingo, 1 de dezembro de 2024

~~~COISAS DE LOUCOS~~~

 


O homem que perseguia o Pata Negra, inexplicavelmente, persegue-me agora a mim. Não sei porquê! Será porque também tenho alguma poeira de loucura alojada na testa?



Como tenho a minha própria maneira de fazer as coisas, após ponderar os prós e contras, decidi que se fosse partilhando com os meus estimados leitores uma ou outra história, poderia ir lendo e alimentando o meu Cantinho. Ao fim e ao cabo, como boa alentejana, não dispenso o cheiro e o sabor de um bom ramo de coentros. Assim sendo, não deixem de comprar o livro, mas antes, passem por aqui... 😀

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É Sempre Bom Trazer um Saco de Coentros


Quando deixei de trabalhar por ter enlouquecido não avisei a entidade patronal. Por muito que aparente estar curado, um tipo nunca mais fica bem dos cornos. Não prestigia a empresa ter colaboradores que vão para o trabalho  em bicicletas com fitas coloridas nos punhos dos guiador.


  - Estás despedido!

Respondi-lhe que aceitava que um patrão, como dono do trabalho, deve poder despedir e admitir como lhe apetece. Acrescentei que concordava com todas as recentes alterações às leis do trabalho que visam aumentar a criação da riqueza. Expliquei que compreendia a generalização da flexibilidade laboral como forma de melhorar a produtividade. Agradecia-lhe até, a oportunidade que me dava de poder dar o meu contributo para ultrapassar a crise em que o país se encontra já que, pelo que ouvia na televisão, os despedimentos e o desemprego são necessários à salvação do país. Indemnizar-me?! Nem pensar! Eu apenas me sentia no direito de receber a troco de trabalho efetivo e não estava na disposição de usufruir de regalias que trouxeram as coisas a este estado.


    - Não pode é ter entre os seus argumentos o facto da minha bicicleta ter fitas coloridas nos punhos do guiador!
    - Tu ainda não estás bem dos cornos! Tu devias voltar para o asilo. Pelo menos lá não passas fome!
    - O meu médico disse que eu devia procurar a Normalidade. Ora que eu saiba a sua mulher chama-se Saudade de Outros Tempos - que raio de nome para uma mulher! - e o senhor, dada a sua espécie, nunca pode ter dois cornos e a minha bicicleta tem  duas rodas!


E dito isto, esfreguei-lhe os coentros que trazia comigo, na orelha direita, comi um pedaço e fugi, sem fome, em cima das duas rodas da minha bicicleta.
Agora quem quer uma indemnização é ele, e não faz por menos: trinta mil euros! Com trinta mil carvalhos! O bocado de orelha não tinha o tamanho de uma moeda de um euro!

Não sou inimputável, mas se um bocado de orelha pode valer trinta mil euros, quanto é que vale o saco de coentros que anda sempre comigo? É que se não fosse o caso de eu ser um homem de princípios, eu podia antes ter comido a dona Saudade e, pelo menos, não teria sentido a falta do azeite!


Página nº 132.





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Eu avisei, lá em cima no título, 
não podem alegar desconhecimento de causa!

Comprem, leiam ou ofereçam de prenda de Natal. Vale a pena!