A prateada sardinha que em tempos idos foi considerada refeição
de pobres, tornou-se, hoje, o pitéu de toda a gente. Especialmente durante este
mês podem ser saboreadas na rua, nas tascas e nos restaurantes mais chiques.
Agrada a miúdos e graúdos!
São-lhe dedicados poemas, canções
e provérbios:
“A mulher e a sardinha quer-se da pequenina"
Enfim, a sardinha
virou rainha!
É de prata quando vai à brasa e de ouro quando vai à mesa.
O seu parceiro inseparável é o tinto carrascão, quer seja
servido em copo de pé alto quer seja em tigelinhas de barro….
A sardinha sabe
melhor quando comida à mão com a gordurinha a pingar numa fatia de pão!
Viva a nossa bela Sardinha...Os Santos
Populares...
E o senhor Vinho. :)
Aqui, numa versão portuense / tripeira...
Aqui, apesar do pé a fugir para o vira, numa versão mais
sofisticada e moderna...Ribatejano/ lisboeta/alfacinha!
Faz hoje vinte e seis anos ( 08 de Junho de 1989) que o último cantor romântico português partiu, vítima de doença que não perdoa. Não posso dizer que Tony de Matos tenha sido o meu cantor/fadista preferido, mas tinha um timbre de voz inconfundível que muito apreciava, foi conhecido internacionalmente, muitas das suas canções marcaram uma época, especial para mim, e continuam a ser recordadas por todos quantos o ouviram e admiraram. Carlos do Carmo definiu-o como sendo "o tipo de cantor latino, autêntico, sincero e espontâneo". Concordo inteiramente! Para o relembrar e homenagear deixo três dos seus maiores êxitos. Espero que gostem de ouvir aquele que foi conhecido como o "Sinatra Português"