"Quando surgem na comunicação social casos que
evidenciam um certo fatalismo e uma tendência para tudo maldizer, associado aos
portugueses, lembro-me logo daquele sketch onde o Herman parodia a
senhora (alentejana???) que entra na urgência do hospital a gritar “ai que dor quê tenho, ai jasus quê vô morrer” e passadas seis horas com a braçadeira amarela no
pulso, sai com o mesmo tom de queixume a gritar “ai que dor quê tinha, ai jasus quê ia morrendo”...."
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Como desconfiei que o "Esperto" não me gramava 'nem com molho de tomate', (expressão que ele costumava usar referido-se a alguns políticos), animosidade que já vinha de trás, de outros blogues, com nicks que não lembrariam ao diabo - salvo seja -, nunca o comentei. Ou melhor, comentei uma vez, antes de me aperceber quem ele era. A sua reacção, negativa, à minha presença, fez-me recuar e começar a unir as pontas soltas...
Contudo, seguia as suas publicações e lia-o à distância.
Fotógrafo com um olhar atento para tudo quanto era belo e digno de guardar, para a posteridade, era - e é, penso e desejo - dono de uma sensibilidade que sempre fez questão de esconder sob uma capa de sarcasmo e, por vezes, de alguma grosseria. Tinha, também, o dom da escrita. Abordava assuntos sérios com tanta pertinência e sentido de humor, que as suas jovens leitoras se desmanchavam a rir. Elas e eu, por detrás da cortina!
Foi, pois, com imensa pena, que constatei o seu desaparecimento.
Não duvido que outro blog reaparecerá, no céu da blogosfera. Quando e com que título, não sei. Tal como não sei se o reencontrarei.
Seja como for, desejo-lhe muita sorte e toda a felicidade que merece.
Adenda: A foto de cima é de sua autoria. O facto de ter guardado o texto e a foto só comprovam que no fundo, bem cá no fundo, eu sabia que um dia ele : o "Esperto que nem um alho" e outros nicks que não devo arriscar escrever, iriam perder-se na imensidão azul destas internetes...