O Lamento da Vaca.
( Em soneto desajeitado)
Sem o verde prado para pastar serena,
Transpira a vaquinha com a língua de fora
Produz o leite, cumpre e a sua pena
Enquanto o lucro ao bolso alheio torna.
Diz el patrón com sorriso de doutor:
"Dá-me mais baldes, ó linda malhada!"
Mas para a mimosa, que aguenta o calor,
Nem erva lhe sobra com as tetas puxadas.
Ó tu Bocage, se visses este gado,
Que engorda a conta de tanto barão,
Dirias logo, em verso afiado:
"A vaquinha sua e trabalha,
Mas quem mama é o patrão!"
O que lhe vale é ter o leque à mão…
Imagem gentilmente cedida pelo Kruzes
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: ))
ResponderEliminarPobre da vaca. Nem ela suporta tanto calor!
Olá, Janita, rsrsrs, tadinha da vaquinha! Que linda, adorei!
ResponderEliminarTenho acompanhado o calor aí em Portugal,
tá braba a coisa mesmo, amiga!
Aqui estamos ainda no outono, preparando o espírito para
o inverno, muita chuva, vento, enchentes...
e sei lá mais o que virá.
Um beijinho, querida, menos calor aí!!
Aqui não há vacas, salvo seja, mas o que não falta é calor extremo.
ResponderEliminarBeijinhos