sábado, 22 de setembro de 2012

FECHAM-SE AS MARÉS...

Leça da Palmeira
(Fotos minhas)



 
 
Por céus e mares eu andei,
Vi um poeta e vi um rei
Na esperança de saber
O que é o amor.

 
Ninguém me sabia dizer,
Eu já queria até morrer
Quando um velhinho
Com uma flor assim falou:
 



O amor é o carinho,
É o espinho que não se vê em cada flor.
É a vida quando
Chega sangrando
 aberta...
Em pétalas de amor!
Vinícius de Moraes 
"O Velho e a Flor"
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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A MIM TAMBÉM ME ESTÁ NO SANGUE...



Camané  (Carlos Moutinho),   Hélder Moutinho e Pedro Moutinho.
Três irmãos a Quem o Fado Está no Sangue.
Só recentemente tive conhecimento disso.
 Como grande apreciadora de fado e de Camané, em especial, faço deste post uma homenagem aos fadistas irmãos Moutinho.
 
 
 
 
Este vídeo é uma oferta extra
 
 
E este é o meu preferido!
 
 
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sábado, 15 de setembro de 2012

NUNCA MAIS!


Vítimas e Vencidos
A ilusão constante da Revolução está em acreditar que as vítimas da força, estando inocentes das violências que se exercem, se lhes colocássemos na mão a força, a manuseariam com justiça.
Mas à excepção das almas que estão bastante próximas da santidade, as vítimas são maculadas pela força como os carrascos. O mal que se encontra no punho da espada é transmitido para a ponta. E as vítimas, chegadas assim a este ponto e inebriadas pela mudança, fazem tanto mal ou mais ainda, e de imediato reincidem.
(...) O socialismo consiste em atribuir o bem aos vencidos, e o racismo aos vencedores. Mas a asa revolucionária do socialismo serve-se daqueles que, ainda nascidos em baixo, são por natureza e por vocação vencedores, e assim conduz à mesma ética.

( Simone Weil )
 
 
Tudo neste post pode parecer-vos não fazer sentido.
Para mim, não só faz todo o sentido do mundo, como está tudo interligado.
Pois! Coisas minhas...
 
 
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Porque a acção se torna urgente, mas concertada e coerente.

IMAGEM SUBTRAÍDA DAQUI.



"O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós."

Citação de Jean-Paul Sartre
 
 
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terça-feira, 11 de setembro de 2012

NÃO QUERO QUE CHOREM POR MIM...

Foto de Julian Villares

"Chore, grite, ame.
Diga que valeu, que doeu, que daqui pra frente só vai melhorar.
Perdoe, insista, ame novamente.
Não leve a vida tão a sério.
Descomplique.
Quebre regras, perdoe rápido, beije lentamente.
Ame de verdade, ria descontroladamente e nunca lamente nada que tenha feito você sorrir..."
Vinícius de Moraes
 
                                                    
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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

NÃO PODEM OS POBRES SER FELIZES...?

A imagem foi retirada do blog que se encontra na lateral direita.
 
Ela canta (...) Julgando-se feliz talvez", escreveu o poeta. E é isso, creio, que o perturba, é isso que o faz pensar. É o canto feliz e despreocupado da ceifeira, naturalmente pobre e cansada, que faz Fernando Pessoa interrogar-se. Ela canta como se tivesse mais razões para cantar do que a vida, diz ele. "Canta sem razão!".
Porque para o poeta a vida é feita, principalmente, de desilusão. Como pode por isso, alguém como a ceifeira, ignorante, pobre, trabalhadora do campo, viúva anónima, ser tão feliz?
Ideias preconcebidas, a que nem os poetas são imunes?
 
 
Ela canta, pobre ceifeira,
Julgando-se feliz talvez,
Canta, e ceifa, e a sua voz, cheia
De alegre e anónima viuvez,

Ondula como um canto de ave
No ar limpo como um limiar,
E há curvas no enredo suave
Do som que ela tem a cantar.

Ouvi-la alegra e entristece,
Na sua voz há o campo e a lida,
E canta como se tivesse
Mais razões pra cantar que a vida.

Ah, canta, canta sem razão!
O que em mim sente está pensando.
Derrama no meu coração a tua incerta voz ondeando!

Ah, poder ser tu, sendo eu!
Ter a tua alegre inconsciência,
E a consciência disso! Ó céu!
Ó campo! Ó canção!
 A ciência

Pesa tanto e a vida é tão breve!
Entrai por mim dentro!
Tornai minha alma a vossa sombra leve!
Depois, levando-me,

 passai!
 
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
 

Zeca Afonso, canta Fernando Pessoa.  ««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««« ««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««
 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

UMA DAS PRAÇAS DA MINHA VIDA...DESAFIOS DO ROCHEDO.


Carlos Barbosa de Oliveira, classificou de espinhosa a missão de seleccionar  uma imagem, das duas que lhe enviei, talvez porque a outra, não sendo tão grandiosa, tinha um peso enorme nas minhas memórias de infância. Esta também, obviamente.
Esta á a Praça da República  em Serpa! O edifício que podemos ver em frente é o Município de Serpa ou Paços de Concelho, como se dizia no meu tempo. O Café onde, já adulta, mantinha as amenas cavaqueiras com amigos, que também haviam saido da terra mas regressavam nas Festas da Vila, sempre por alturas das Páscoa. era efectivamente o "Alentejano"
Poderia ter escolhido outras Praças, inclusivé de outras cidades onde já vivi e até conheci de passagem durante as férias. Tenho fotos lindas de Praças de Munique, onde estive no ano passado. Porém,nenhuma teria para mim, o valor afectivo que me liga a esta terra que me viu crescer,onde me fiz gente e de onde guardo as mais gratas recordações da minha vida.
Aproveito para fazer um pouquinho de publicidade e deixo o link de um post que escrevi em 2009.
Carlos, já sei que vais pensar: " Lá está esta alentejana a fazer das suas, nada disto consta no regulamento". Mas como para outros sou portista, acaba por ficar tudo equilibrado. Sorry, amigo.



 
Beijinhos e o meu agradecimento aos teus leitores que tiveram a amabilidade de comentar a"minha" Praça.
 
Até breve,Carlos. Espero que estejas bem.
 
PS. Parabéns ao teu amigo João Roque. Fiquei muito feliz por ele ter gostado ter vivido e leccionado na minha terra.
 
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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

...E VENHAM MAIS CINCO, CR!

Foi no dia 05 de Setembro de 2007, que o Crónicas do Rochedo abriu as suas portas ao público.
Quero felicitar o seu administrador, que faz o favor de ser meu amigo, Carlos Barbosa de Oliveira, pela sua entrega e dedicação, agora também a um outro blog sobre Crónicas de viagens e variadíssimos temas, a que carinhosamente chama(mos) de Filial. O  blog "Crónicas on the rocks".

Não pretendo alongar-me  em explicações, por demais conhecidas de todos vós, pelo que vou passar de imediato à pequena surpresa que lhe reservei, ou seja, a sua primeira publicação ou post, como queiram. 



Esta foi, creio, a primeira imagem do Rochedo.
 

" Numa tarde de Setembro refugiei-me num rochedo a olhar o mar do Guincho. Foi a necessidade de curtir mágoas por uma namorada que se despedira ou fora roubada, pouco importa, que me levou até lá. Contemplar aquelas águas azul-turquesa devolveu-me a tranquilidade. Foi há muitos anos, mas desde esse dia tomei aquele rochedo como meu. Voltei lá com frequência. Primeiro com um caderninho de apontamentos, depois com o portátil, tão anódino e desinteressante como uma folha de papel em branco, sobre os joelhos .

Foi ali, a olhar o imenso mar azul, que nasceram centenas de crónicas, muitas das quais nunca viram a luz do dia.
Hoje, sentado no meu rochedo habitual, sem papel nem computador, senti vontade de cumprir uma vez mais o destino e partir à descoberta de uma nova experiência: navegar sozinho no espaço virtual.

Este blog será o meu novo rochedo. Sem mar, sem pôr do sol, nem linha de horizonte como fundo
Aqui haverá espaço para reflectir sobre tudo. Sem dia nem hora marcada. Sem temas pré-definidos. Apenas com a vontade de comunicar através da escrita."

Carlos, sem querer abusar, achei tanta piada à primeira postagem da Rubrica "Pronúncia do Norte", que não resisto à tentação de a publicar.


 
Sexta-feira, 14 de Setembro de 2007
 
-Cada vez mais se ouve falar de vlogs e vlogosfera. Vitória da pronúncia do Norte? – perguntou-me a medo um sulista elitista com o terror estampado no rosto


- Nada disso! – tranquilizei-o -
  

Os vlogs são videoblogs, ou seja ,blogs de imagem em movimento.
Aparentemente, o meu amigo sulista elitista ficou mais tranquilo, mas ao fim de uns minutos, já a conversa versava outros temas, atirou-me:


- Mas isso vai ser uma grande confusão...

Como estávamos a falar das consequências para selecção nacional da atitude irreflectida de Scolari, anuí e acrescentei:
- Vamos a ver quantos meses de suspensão apanha. Se a UEFA fosse coerente, como só aplicou um jogo ao Domenech por ele ter acusado o Lucílio Baptista de “estar comprado”, a coisa passava com uma advertência. Só que o Scolari é brasileiro e está à frente de um país que não tem peso nas contas europeias. Lá como cá, a justiça desportiva tem dois pesos e duas medidas.
-
Eh pá, não é nada disso!...Estava a pensar nessa coisa dos vlogs... Como é que vou perceber, quando estiver a falar com um gajo do Norte se ele se refere a blogs ou a vlogs?
Amuei e dei por terminada a “
conbersa”.


 Que Deus te conceda muitos e muitos anos de vida e saúde Carlos, para que possas continuar a fazer-nos sorrir e a pensar, com os teus excelentes artigos sobre o estado do nosso país e o teu genuíno sentido de humor, bem como o amor que sentes pela tua profissão e pões em tudo o que fazes.
 
Beijinhos e Parabéns, pelos 5 anos do Rochedo.
 
Janita