quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Jani...Dos Quinze Anos.


Não se chamava Nini
Nem vestia de organdi
Mas sonhava
Sonhava
Foram sonhos sem fim
Esperando ser feliz
E cantava
Cantava…
Gostava de ir aos bailes
Dançar e saltitar
Qual pluma alegre
E não havia outra igual
De sorriso espontâneo
E olhar puro
Com pouco se alegrava
E dançava…



Veio o tempo de crescer
E hoje é só recordar
Os quinze anos
E a alegria de viver
Se tudo
É já passado
É feliz quando recorda
Foi tempo de aprender
Saber o que é sofrer
Os anos passam
E a menina doce
De sorriso alegre
De um tempo
Passado
Sabe que o bonito sonho
Que um dia foi
Sonhado
Continua a ser só seu
E isso nunca lhe
poderá ser roubado…


:)









terça-feira, 11 de dezembro de 2018

INTERMEZZO.


Conhecem o ditado: "Devagar que tenho pressa"? E aquele outro
"O que se faz à noite desmancha-se de manhã"?
Pois foi o que aconteceu comigo...
Entretanto, fiquem a ouvir este maravilhoso recital de rua, porque como alguém disse, e bem: "A música é a linguagem das almas"!!

                                               
                                                




segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

MAR PORTUGUÊS.


Leça da Palmeira - Matosinhos


A fotografia é minha, o Mar é nosso, mas as vozes são delas!
Das jovens,  Elmira Kalimullina & Pelageya, que cantam tão maravilhosamente bem a nossa "Canção do Mar," que me fazem arrepiar.

Querem ouvir? Ouçam e arrepiem-se também!




                                      


Fui bailar no meu batel
Além do mar cruel
E o mar bramindo
Diz que eu fui roubar
A luz sem par
Do teu olhar tão lindo

Vem saber se o mar terá razão
Vem cá ver bailar meu coração

Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo

Vem saber se o mar terá razão
Vem cá ver bailar meu coração

Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar

Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo



sábado, 8 de dezembro de 2018

OUTRO PERFUME




Há uma rosa cor-de-rosa
Que já floriu os seus sonhos
Quando o vento a desfolhou
Os sonhos para trás deixaram
Uma vida sem perfume

Sem beleza e sem queixume






Também se aprende a viver
Sem ter rosas no jardim
Se a tua rosa murchou
Não chores, olha que além
Mora o cheiroso jasmim…

[Palavras minhas]
:)






A TODOS

FELIZ   FIM–DE–SEMANA

* * * * * * * * * * 



sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Porque Hoje É Sexta-feira. # 34

Se é certo que não passa pela cabeça de nenhum de nós, pessoas bem formadas, rir dos desaires alheios, certo é que ninguém deixará de sorrir quando, por um acaso, se  deparar com situações destas.
Não desistam os mais apressados, porque o melhor vem para o fim...:)





Andam a pensar presentear a vossa cara-metade com uma maravilha destas, agora no Natal?  Pois, se o virem por aí algures, num qualquer showroom, não vão logo  todos lampeiros/as atirando-se-lhe para cima.  Peçam à pessoa que fizer a apresentação, que vos exemplifique a melhor maneira de tirar partido de coisa tão boa...tão maravilhosa.
Quem vos avisa vossa amiga é...



quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

ESSA É QUE É...EÇA.


Estátua de Eça de Queirós no Largo Barão de Quintela - Lisboa


Ondas de Solidão


Se possuísse uma canoa e um papagaio,
podia considerar-me realmente como um
Robinson Crusoé, desamparado na sua ilha.
Há, é verdade, em roda de mim 
uns quatro ou cinco milhões de seres humanos.
Mas, que é isso?

As pessoas que não nos interessam
 e que se não interessam por nós,
são apenas uma outra forma da paisagem,
um mero arvoredo um pouco mais agitado.
São, verdadeiramente como as ondas do mar,
que crescem e morrem,
sem que se tornem diferenciáveis
umas das outras,
sem que nenhuma atraia mais particularmente
a nossa simpatia enquanto rola,
sem que nenhuma, ao desaparecer, nos deixe uma mais 
especial recordação.
Ora estas ondas, com o seu tumulto,
não faltavam decerto em torno do rochedo de
Robinson - e ele continua a ser, nos colégios e conventos, 
o modelo lamentável e clássico da solidão.

[Eça de Queirós]






terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Há Meninas Que Aprenderam A Tocar Piano e A Falar Francês....

...Outras, aprenderam coisas que hoje estão completamente  démodés; (o plural é para rimar) ou talvez nem tanto. E se calhar até haverá meninas a fazê-lo bem melhor do que eu. Bem...





...Este foi o meu primeiro tapete de Arraiolos, que bordei há muitos, muitos anos.  Aparentemente está muito perfeitinho, porém eu sei - e quem souber disto também - que há aqui um gato enorme.
Querem ver bem, analisar isto à lupa, se preciso for, e descobrir do que falo? Podem ampliar a imagem, se quiserem.:) 

Fotografei o tapete com outra finalidade, que consistiu em o dar a conhecer, através do envio por e-mail, a alguém que gosta destas coisas. É que penso oferecê-lo a essa pessoa (ando a distribuir as minhas tralhas) e, juntamente com ele, a juta, as lãs e a agulha para que termine um outro que ficou a meio. É que eu já não tenho olhos nem vontade de fazer «bordas», como dizia a senhora que me ensinou esta arte.

Quando vi o retrato e reparei no tal gato de principiante, fez-se um clique e...Eureka; aqui está um bom tema para mais um postalito cá no cantinho. É que isto de alimentar um blogue, sem ideias interessantes, é terrivelmente desmotivador, não acham?
Então, minhas amigas e meus amigos, dizei lá de vossa justiça! :)







domingo, 2 de dezembro de 2018

PARA CONTRARIAR.





Cansei-me de ser metódica
De fazer tudo certinho
Estendo as meias descasadas
Estendo a camisa pelo colarinho

Peças grandes e pequenas
Estendidas por tamanhos?
Há gente muito certinha
Mas de mente são tacanhos

Ora eu que sou do contra
De tudo faço diferente
Até me parece afronta
Tudo o que faz certa gente

Vai daí no meu estendal
Estão cuecas misturadas
Com túnicas, e o avental
No final vai misturar
Peças de lingerie encarnadas…

(Palavras minhas)





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