....enquanto o vento me soprar de feição!
Não é feito para mim
batel algum em que reme.
Mais ao vento solto a vela
e não ponho a mão no leme.
Navegarei confiado
num piloto que nem vejo.
Dentro de mim ou de fora
há seu saber e manejo.
Seja o esquife o de voar
de onda a onda e haja sorte.
Seja o de me abrir em terra
a porta viva da morte.
* * *
As palavras poéticas são de uma das personalidades mais extraordinárias do século XX. O filósofo / poeta / ensaísta / professor e pedagogo:
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| Agostinho da Silva 13/02/1906 - 03/04/1994 |
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| As fotos são minhas. |

















