E foi este passeio, à quinta de Lorido no Bombarral, que de resto gostei bastante, a única coisa que salvou a honra do convento destas férias. Para além da alegria de juntar filhos e netos e o sempre agradável reencontro com amigos, obviamente. Aqui - neste encontro de Deusas - ainda eu me sentia mais ou menos bem. O pior foi quando os níveis de glucose começaram a subir vertiginosamente ( vá-se lá saber porquê ?! ) . A verdade, é que acabei por regressar a casa dois dias mais cedo do que o previsto. Mas, como isso agora não interessa para nada, uma vez que falamos de momentos de lazer e não de doenças, longe vá o agoiro, passo a apresentar as restantes fotos tiradas aqui pela vossa amiga, ainda com o seu velhinho telélé.
Os Jardins e lagos são lindíssimos, havendo uma certa harmonia na conjugação da Arte oriental com as Artes Plásticas modernas. Como a maioria de vós sabeis, a Quinta é propriedade de um tal senhor madeirense, de seu nome...desculpem, mas não vou dizer! O meu blog não irá servir para publicitar nomes de pessoas pelas quais não nutro a menor simpatia. Se bem que o homem nunca me tenha feito mal nenhum, como devem calcular.
Paz, é a sensação que se tem ao percorrer estes jardins. Falo por mim, claro. Apesar do nome significar mais, que essa paz se refere ao retiro de Buda para meditar - eu acho que ele fez mal porque engordou demais, podia meditar a correr ou caminhar - e, essencialmente, numa reconstrução das estátuas que foram destruidas no Afeganistão pelos militares talibãs.
Antes que me esqueça, devo elucidar-vos que o bilhete de ingresso, dá direito a uma garrafinha de vinho lá da quinta. Não me posso pronunciar quanto à qualidade do mesmo, porque nem o provei. E até me esqueci de perguntar à minha gente, se ele era de boa cepa ou não. Mas não se iludam quanto à magnanimidade. Alí nada é deixado ao acaso. Antes de sair e recolher a oferta, é obrigatória a saída por uma espécie de adega, com a devida e merecida prova de vinhos. Escusado será dizer que uma boa percentagem dos visitantes, sai de lá com duas caixas debaixo, uma de cada braço. A da oferta, e outra daquele que provou. Até eu, que provei um dedal de um delicioso moscatel, não resisti à compra de uma garrafa, embora a tenha deixado na Charneca!
Agora evito trazer tentações para casa...Ao que a minha vida chegou.
Para terminar, vou dizer só mais uma coisinha. Daqui para o futuro, vou considerar FÉRIAS todos os momentos que me forem prazeirosos, me tragam alegria e bem-estar. Independentemente do local onde estiver e da estação do ano. Descobri, que as Férias ( o significado delas ) está dentro de nós, estejamos onde estivermos, façamos o que fizermos. Tanto faz ser um local paradisíaco com todo o conforto, como uma cabana no meio de uma Serra qualquer. O importante é sentirmos gosto e sentimento para apreciar o que e quem nos rodeia.
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