quarta-feira, 9 de agosto de 2023

A JANITA DIZ QUE LHE APETECEU...

 ...E cá estou eu.


😉    

Não faço anos nem nada
Mas como ela tem uma pancada
Gosta de mim,
E sempre gostou...fazer o quê?!

...Meus senhores, 
A vida não são só dissabores.
Sejamos pois a favor dos amores.
Pois desamores
E presunções
Foram de ontem, são de hoje
E serão de amanhã.

A Vida é como os alcatruzes 
Das noras, 
Umas vezes pra cima
Outras pra baixo
Assim
Vão tirando a água
do poço
que sacia a sede 
de ricos e pobres.
Essa, é igual para todos!

Enquanto isso:
Uns vão bem e outros mal.








*******************************************

segunda-feira, 7 de agosto de 2023

ESPALHAR HOMUS * NÃO ÓDIO.

 



Quando Lina Jebeile, mãe de quatro filhos, em Sydney, decidiu no ano passado quebrar as barreiras culturais compartilhando homus* com estranhos, ela não tinha ideia de quão longe isso se iria espalhar. 

Jabeile é uma muçulmana australiana de origem libanesa, que sonhou mudar a percepção de algumas pessoas sobre os muçulmanos australianos partindo o pão - e mergulhando-o em homus - juntos.

Ela não tinha ideia de que eventualmente se veria discursando em reuniões não apenas em Sydney, mas também na interestadual. 

Lina Jebeile - fotos retiradas do seu blog.
Logo, públicas!

"As pessoas podem ser muito rápidas em julgar, mas quando lhes estendemos a mão, em sinal de amizade, oferecendo-lhes um prato de comida, é muito improvável que as pessoas respondam negativamente"-
- disse Jebeile à SBS.  (Special Broadcasting Service)

Tem um blog de culinária: "The Lebanese Plate" e tem mais de 28.000 seguidores no Instagram.

A Sra. Jebeile convidou estranhos para a sua casa para um brunch de homus, para conhecer, conversar e fazer novas amizades. 

Espalhemos, então, homus, não ódio!

Ou, se preferirem, optem por levar a comidinha na lancheira... 



 

* Pasta de grão-de-bico condimentada, característica da cozinha do Médio Oriente . 










domingo, 6 de agosto de 2023

PLURALIDADES.

 



Contradições, Ou Não!

Oh, como eu gostaria de possuir sabedoria bastante
Para aconselhar-te sabiamente
Tal como fez o Poeta
Dizendo tão simplesmente:

...Sê plural como o Universo!

Como não sou Pessoa nem nenhum dos seus heterónimos, dir-te-ei somente;
Sê tu, ínico,
 genuíno e honesto contigo...
mas, nunca deixes de ser...
tão plural
quanto o universo!



❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤



sexta-feira, 4 de agosto de 2023

NÃO TE ESQUECI...PARABÉNS "SATCHMO"! 🎺 # 1

 🎺 



O Mundo não é tão maravilhoso
Quanto poderia ser 
Mas apesar de tudo
Ainda é muito bom  Viver!!



  I Love Jazz, Too! 😚







quarta-feira, 2 de agosto de 2023

PALAVRAS PARVAS....

...TAMBÉM SÃO PALAVRAS! 




 A PORCA  E  A  BOLOTA.

 

Bolota, bolota

que engorda a porca

alimenta o suíno 

que sustenta o menino.

Com a sua carne

se fazem enchidos

presuntos e lombos

em tripa metidos.

Mas para que 

medre o menino

que cresça ladino

tem de haver um porco

porque sem suíno

pode haver bolota

gorda e prenhe de farinha

que de nada servirá

nem para o menino

nem para a menininha.


     [ A não ser que se façam bolinhos e papas com farinha de bolota. Bem bom! ]


 

=============================


===================================

 

 

terça-feira, 1 de agosto de 2023

RISINHOS SACANAS.

  

Grandessíssimo, filho da mãe


Este risinho de Moisés deve ter sido apenas brincalhão... :)

A mochila já tem, - ninguém me disse, eu vi - só lhe faltam os shorts



Aqui, esboçamos um sorriso terno e doce... 😊

E é tudo. 
Esgotou-se-me a apetência para falar de temas sérios.
Fiquem bem!
____________________
BOAS FÉRIAS PARA OS VERANEANTES DE AGOSTO.
 _________________

sábado, 29 de julho de 2023

SENHORAS DE NÓS... (?)


 ... Então, porque razão a violência doméstica aumenta a olhos vistos? Porque motivo os homens continuam a excercer a sua força física sobre a mulher? Porquê a mulher domina e maltrata o companheiro de boa indole e temperamento submisso? Foi isto, esta forma de viver, que a democracia e a evolução dos tempos nos trouxe? O retrocesso à Idade da Pedra? Responda quem souber!

================

"Minha Senhora de Mim"

Maria Teresa Horta.


Comigo me desavim
minha senhora
de mim.

Sem ser dor ou ser cansaço
nem o corpo que disfarço.

Comigo me desavim
minha senhora
de mim.

Nunca dizendo comigo
o amigo nos meus braços.

Comigo me desavim
minha senhora
de mim.

Recusando o que é desfeito
no interior do meu peito.

================

"Minha Senhora de Mim" foi o nono livro de poemas de Maria Teresa Horta. Publicado em Abril de 1971 pela editora Dom Quixote, em Junho seguinte a editora foi objecto de um auto de busca e apreensão da obra pela PIDE e avisada de que seria encerrada se publicasse outra obra da autora.

Esta obra encerra 59 poemas, sob forma de cantigas de amigo medievais, em que as mulheres exprimem a sua sexualidade, sendo elas as orientadoras de como deverá o homem comportar-se para lhes dar prazer e agradar na intimidade.

Como resultado da sua escrita, a autora foi perseguida pela PIDE. Tempos idos, felizmente, no que à repressão e direito à livre expressão respeita. No que respeita aos direitos da igualdade de género...Não!


 




quinta-feira, 27 de julho de 2023

CAGANÇAS & CARAPAUS DE CORRIDA.

 


"Sou um tipo moderno. E chique. Muito chique. Por isso não podia deixar de entrar num restaurante gourmet da moda. Vesti um Armani que comprei num saldo dos chineses, calcei umas sapatilhas com uma virgula estampada que regateei ao ciganito da feira e esvaziei, pelo pescoço abaixo, meio frasco de Chanel dos marroquinos.
E foi assim, cheio de cagança, como mandam as regras da pelintrice lusa, que fui jantar ao tal restaurante gerido por um “chef” reputado com categoria internacional e olímpica.

Tramei-me! Antes tivesse ido ao tasco da esquina aviar uma bifana! Confesso que já levei muita tanga, mas como esta, nunca!

Passei fome, fui gozado e fui roubado. É no que dá quando um parolo se quer armar em carapau de corrida...

Sempre achei que cozinhar era um acto de descontracção, de partilha, de alegria, de afecto. E eu devia desconfiar, porque aqueles concursos gastronómicos das TVs transformaram uma actividade social sadia, numa agressão stressante, provocadora de lágrimas e depressões. Já para não falar das parvoíces dos mestres cozinheiros da moda, cujos pratos estapafúrdios e minimalistas se apelidam agora de 'criatividade culinária'.

Colocaram-me um prato à frente que foi mais difícil de decifrar que as palavras cruzadas do Público ao domingo. Um prato que exibia 5 cm2 de um pobre robalo que morreu inutilmente só para lhe extraírem um pedacito do cachaço, meia batata engalanada com um pé de salsa, e duas ervilhas a nadarem numa colher de chá de um azeitado molho de escabeche, bem disfarçado com um nome afrancesado que nem vem nos dicionários. Para remate, três riscos de uma substância pastosa, estilo Miró, para preencher os restantes 90% do prato vazio.


E o portuga, habituado à sua travessa de cozido e ao panelão de feijoada, olha para aquilo com uma cara de parvo capaz de partir todos os espelhos lá de casa.
Esboça um sorriso amarelo, engole em seco, diz que está tudo óptimo ao empregado de mesa que mais parece uma melga à nossa volta, e enfiam-se dois Xanax quando nos metem a conta à frente. E, a muito custo, cala-se o berro de duas peixeiradas à moda do Norte que nos vai na alma.

Nunca mais lá volto. E sabem porquê?

Porque se quiser comer aperitivos, vou à tasquinha do Zé da Esquina comer bolinhos de bacalhau e tremoços, que são muito mais saudáveis e baratos.

Porque para ver pintura abstracta vou a uma exposição.

E, acima de tudo, porque desconfio de um cozinheiro que vive e trabalha com a ambição obsessiva de ser medalhado por uma companhia de pneus..."


[Texto de Francisco Gouveia com algumas adaptações da autora do blogue]