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Caros amigos, leitores e visitantes, finalmente, a reedição prometida vai sair. Não estive à espera de mais participantes para o fazer, na verdade, a minha vida ensarilhou-se de tal forma no dia de ontem que me vi grega para sair de uma missão de alto risco.
Quando se me mete alguma ideia na cabeça podem chover picaretas que enquanto a não realizo não dou descanso aos neurórios. Acontece que o que eu procurei exaustivamente não estava neste computer e sim no meu velhinho Toshiba. Este novo é muito jeitosinho, tem grande valor estimativo pois foi-me oferecido pelo meu rico filho, mas tem um senão: não veio equipado com o Office.
Adiante... consegui o que queria. Sem qualquer granjeio, mas isso já de antemão eu o sabia. São aqueles reptos que os teimosos lançam a si mesmos, e nem que se esfrangalhem todos não deixam a meio. Talvez por isso eu seja tão boa nas pesquisas...😁
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Dando início ao que interessa, irei dar-vos uma breves notas bibliográficas acerca das três figuras mistério sobre as quais tantos de vós haveis pesquisado com afinco e honor. 👏
Começando da esquerda para a direita temos a actriz/fadista:
Ercília Costa (1902- 1985)
Nasceu na Costa da Caparica a 3 de Agosto de 1902. Quando tinha apenas 3 anos a sua família mudou a residência para a Rua Maria Pia, facto que resultou no grande carinho pelo Bairro de Alcântara que a fadista afirmou durante toda a sua vida.
Para ajudar na subsistência familiar iniciou a profissão de ajudante de costureira, mas cedo a trocou por uma carreira artística, começando pelo teatro de revista, onde se apresentou ao lado de grandes vedetas como Luísa Satanella ou Beatriz Costa, mas realce-se que registou os seus maiores êxitos e consequente popularidade na interpretação do Fado. Foi a primeira fadista portuguesa de projecção internacional. Popular na primeira metade do século XX, tempos em que recebeu as alcunhas de "Sereia Peregrina do Fado", "Santa do Fado" e "Toutinegra do Fado", o seu nome é hoje pouco recordado, visto que as gravações discográficas que realizou são anteriores à década de 1950, altura em que o disco gravado começou a popularizar-se em terras lusas.

Luísa Satanela (1895-1974)
[Na imagem com o bailarino Francis Graça]
De origem italina, nascida Paola Luiza Maria Oliva, surpreende Lisboa com a sua expressividade e exuberância que desenvolvera nos palcos sul americanos. Em 1916 integra o elenco da revista A princesa Magalona, no Teatro Avenida. Rapidamente se torna empresária, juntamente com o seu marido, Estevão Amarante.
Sob a sua direcção, uma numerosa sucessão de êxitos foram apresentados nos mais importantes palcos lisboetas. Logo em 1918, 'Salada Russa' onde Satanela dançava com desenvoltura, característica que marcou as suas passagens pelo palco, muitas na companhia do bailarino Francis Graça.
O melhor exemplo da inovação, bom gosto e ousadia de Luísa Satanela terá sido a revista "Água Pé", apresentada em 1927 no palco do Teatro Avenida. Termina a sua carreira teatral em 1947.
Finalmente, a mais conhecida das três e na qual todos acertaram sem qualquer dificuldade:
Beatriz Costa (1907 - 1996)
Atriz portuguesa, de nome completo: Beatriz da Conceição Costa, nascida em 14 de dezembro de 1907, em Charneca do Milharado, Mafra, e falecida em 15 de abril de 1996, em Lisboa, no Hotel Tivoli.
Oriunda de família muito pobre, era analfabeta quando iniciou a sua carreira artística, tendo sido por iniciativa própria que começou a estudar. Estreou-se em 1923, como corista, na revista "Chá e Torradas". Gradualmente, foi ganhando alguma projecção e, numa digressão ao Brasil, em 1924, surpreendeu o público com a revista "Fado Corrido".
Em 1927, começou a usar a franja que a deixaria famosa. Seguiram-se os filmes Fátima Milagrosa (1928), onde dançou um tango com um então jovem Manoel de Oliveira, "Lisboa, Crónica Anedótica" (1930), de Leitão de Barros, e "A Minha Noite de Núpcias" (1931), de Alberto Cavalcanti. A sua popularidade disparou em flecha, quando protagonizou, ao lado de Vasco Santana, o filme "A Canção de Lisboa" (1933).
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Acertaram na totalidade:
1ª
2ª
3ª
4º
5ª
6ª
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A Todos os participantes agradeço reconhecida a colaboração amiga. Como de momento a minha internet está a funcionar com intermitências enervantes, voltarei mais tarde para deixar a referência, justa e merecida, dos seu nomes.
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Obrigada, querido e saudoso Rui!!
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Com 1 acerto na actriz super conhecida da direita, a menina da franjinha, tivemos:
Gábi - ( Dona redonda) Tintinaine - José (500) - Jaime Portela - (Rio Sem Margens) e o Gil ( O Que Me Dá Na Telha)
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António (Vidas) Rogério Pereira (Conversa Avinagrada)
Se reconheceram alguma das moçoilas não o disseram.
Ora se eu adivinhasse seriam os nºs do
Euromilhões. 😋
À Maria João e à Ana Tapadas o meu reconhecimento pela generosidade da sua visita e palavras amigas. 🙏
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[As belas margaridas da foto final, são uma gentil cortesia da Catarina, a nossa Contempladora Ocidental ]
🙏