quinta-feira, 10 de dezembro de 2020
NEM TUDO SÃO ROSAS....MAS TODAS AS FLORES SÃO BELAS.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2020
FADISTICES.
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Atrás da Porta.
Quando, sem me olhar nos olhos
disseste não querer ficar
saíste, bateste com a porta _
_ jurando não mais voltar.
Eu soube que era mentira,
soube sem que mo dissesses,
tu voltas sempre mais tarde
e eu sempre fico esperando,
aqui, no mesmo lugar.
Mas um dia vai chegar _
_ tal e qual como no Fado.
A porta estará fechada,
a fechadura mudada,
e eu estarei aqui feliz _
_ com outro amor a meu lado.
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| Fotos Minhas e as Palavras....também. 😊 😘 |
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terça-feira, 8 de dezembro de 2020
Amargos Desejos.
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Pão Nosso de Cada Dia.
Viviam juntas mãe e filha. Uma encantava pela modéstia; outra irritava pela toleima – apesar de ser bonita. Certa noite, a mãe, não podendo adormecer, preocupada a pensar no destino de sua filha, ajoelhou-se e pediu a Deus que modificasse o feitio de Sília, fazendo-a bondosa e discreta.
Na manhã seguinte, perguntou-lhe:
— Que sonho era aquele, filha, quando esta noite cantavas?
— Ai, sonhava, minha mãe, que um senhor descia de uma carruagem de cobre e me oferecia um anel com uma jóia tão preciosa e brilhante que não haverá no céu estrela de maior brilho.
— Foi um sonho de vaidade! — responde a mãe.
E nisto batem à porta. Sília corre e vai abrir: entra um rico lavrador. Oferece-lhe terras de lavoura, montados, hortas, pomares, uma infinita riqueza!
— Mesmo que viesses em carro de cobre e me desses uma jóia mais fulgurante e mais bela do que uma estrela do céu, não casaria contigo.
O lavrador, desiludido, foi-se embora, e, nessa noite, Sília voltou a sonhar.
— Com quem estás tu a sonhar? — perguntou a mãe, acordando-a.
— Ai, sonhava, minha mãe, que um senhor descia de uma carruagem de prata e punha nos meus cabelos valiosíssimo diadema de oiro!
— Que pecado, minha filha! Vai rezar para abrandar esse teu grande egoísmo!
Na tarde do dia seguinte, um moço esbelto, sadio, apareceu a oferecer-lhe a sua vida, a sua fortuna, o seu amor.
— Nem que viesses em carro de prata e pusesses nos meus cabelos formosíssimo diadema de oiro eu casaria contigo!
E o moço partiu tristemente.
— O teu orgulho há-de perder-te! — dizia a mãe para a filha.
Outra noite, Sília voltou aos seus sonhos de perdição e, ao ser interrogada pela mãe, contentíssima, exclamou:
— Ai, sonhava que um fidalgo descia de um carro de oiro e, pedindo-me em casamento, oferecia-me um vestido de rubis e diamantes.
— Não te emendas, minha filha, mas hás-de pagar bem caro essa fome de grandezas.
Momentos depois, três carros paravam à porta onde residiam ambas. Um de bronze, outro de platina e outro de cristal. O primeiro puxado a doze cavalos; o segundo, a vinte cavalos; e o terceiro, a quarenta! Dos carros de bronze e platina desceram pajens vestidos de seda verde e azul. Do carro de cristal saiu um lindo rapaz coberto de pedraria. Entrou em casa de Sília e, de joelhos e humilde, beijou-lhe as mãos num sorriso.
— Finalmente, sou feliz! O meu sonho transformou-se na mais bela realidade.
E, orgulhosa, foi vestir o vestido de noivado. Partiram para a Igreja. Os cavalos galopavam num frémito de alegria.
— Vou dar a minha mulher os meus presentes! — dizia ele ao regressar, e entrando na sala suave do seu palácio de turquesa:
— Tudo isto é para ti.
Sília sorriu e a sorrir foi-lhe dizendo:
— Sabes que já tenho fome?
— Ponham a mesa e sirvam-nos o banquete! — gritou ele aos seus vassalos.
Saladas de topázio, assados de ametistas e doce de pérolas; todos comiam e repetiam. Só ela não podia comer. A medo pediu um bocadinho de pão.
— É a única coisa que não te posso dar! — respondeu ele.
E desatou às gargalhadas, gargalhadas metálicas, cantantes, porque o seu coração também era de metal.
Ela chorou!
— Chorar para quê? Não desejavas tudo isto? Não tens agora o que sempre ambicionaste?
Rodeada de riquezas, saía do palácio, à noite, e andava de porta em porta disfarçada e muito triste, a pedir cheia de fome um bocadinho de pão.
D'Os Contos de António Botto
Um desconhecido, Raul Leal (de barba),
António Botto (ao lado), Augusto Ferreira Gomes (de pé) e Fernando Pessoa.
Daqui
segunda-feira, 7 de dezembro de 2020
Já Fui Feliz Aqui. # LXI
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Vem e toma-me de assalto,
A saudade, essa invasora.
Não espera dia nem hora
Não quer saber do que sinto
Surge-me assim de rompante
e sem pressa, se demora...
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sábado, 5 de dezembro de 2020
Um Soneto Por Semana. # 8
sexta-feira, 4 de dezembro de 2020
A Arte Do Olhar. # 10
Para dar continuidade a esta rubrica sobre Fotografia e Fotógrafos, que interrompi sem nem saber bem o porquê já que não foram valores mais altos que se a)levantaram, trago hoje este português que já arrecadou numerosos prémios e merece bem ser aqui falado e divulgada parte da sua obra.
O português Edgar Martins, em 2018, foi reconhecido pela Organização Mundial de Fotografia, como o melhor fotógrafo de natureza morta do mundo e um dos dez melhores do planeta.
Natural de Évora mas residente no Reino Unido, o artista ganhou o primeiro lugar com uma série de fotografias que batizou de “Silóquios e Solilóquios na Morte, Vida e Outros Interlúdios”. Mas Edgar Martins foi mais longe: fez a dobradinha e ainda conquistou o segundo lugar com outra série de fotografias. É o único fotógrafo a arrecadar dois prémios Sony nesta edição.
Actualmente, e num ano atípico para a maioria das pessoas, 2020 acabou por se revelar frutífero para o fotógrafo Edgar Martins. O fotógrafo, acaba de integrar o grupo de dez vencedores do festival Hangar Art Center European Photography Call, de Bruxelas, com um projecto fotográfico sobre o impacto desta e de outras pandemias.
É também finalista de outros concursos internacionais, como o Photo España Best Photobook of the year, o Paris Photo & Aperture Foundation Book Awards, onde foi distinguido na categoria de melhor livro de fotografia, e no Meitar Award for Excellence in Photography, de Israel.
Entretanto, e enquanto não são tornados públicos os resultados finais, ficam estes (poucos) trabalhos do português, já anteriormente premiado.
Na sua página no FaceBook, que poderão ver AQUI, encontrarão mais informação e demais trabalhos publicados pelo autor.
Espero e desejo, ter regressado em Grande Estilo e em boa hora!
Obrigada a TODOS!
:)
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2020
PRIVAÇÃO.
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Edvard Munch - "Autorretrato Com Uma Garrafa de Vinho."Fonte da imagem.
Numa garrafa de vinho,
foste afogando,
aos poucos,
a saudade de mim,
dos nossos beijos e afagos.
Nunca me disseste se o conseguiste...
Eu parti,
saudosa do que para trás deixei,
de ti,
dos nossos risos
e dos desejos
saciados entre carícias
e o suor
dos nossos corpos
entrelaçados num só desejo.
Foram tantos os anos de anseio e desespero,
de dor feita de mil desejos sufocados...
Levo comigo a saudade daquilo
que em sonho me ofereceste...
....Repasto em que a fome de nós foi o único tempero.
ADENDA a 03-12-2020.
Como que movidos por artes mágicas, os vídeos - 1º e último - da publicação anterior, decidaram abrir. ( pelo menos, para mim) Quem não viu e desejar ver, já o poderá fazer.
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JUNTOS, NUM SÓ QUERER...
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É neste Dia 1º de Dezembro, que se celebra a Restauração da Independência de Portugal, determinando o fim dos sessenta anos sob o jugo castelhano.
Ora, EU/NÓS, queremos e aceitamos de bom grado tudo fazer para nos libertarmos deste jugo viral e virento que nos subjuga há já tempo demais.
Para tal, a conjugação de esforços é primordial.
Paradoxalmente, é na Língua castellana, e vinda da parte de nuestros hermanos, que me chegou este exemplo de como os mais fracos sempre poderão vencer os mais fortes.
Basta que todos nos unamos, num só querer.
É com enorme prazer que convosco partilho este vídeo delicioso.
Ora apreciem lá.

















