Amor sem fruto, amor sem esperançaÉ mais nobre, mais puro,Que o que, domando a ríspida esquivança,Jaz dos agrados nas prisões seguro.
Tratai, tratai de louco um amor casto,
Que eu nos grilhões que arrasto;Tão limpos como o Sol, darei mil beijos.Peçonhenta aliança,Vergonhoso prazer, de vós não curoDe ti, sim, porque és puro,Amor sem fruto, amor sem esperança.
Manuel Maria Barbosa du Bocage, in "Excerto de Flérida - Idílio Pastoral"












