segunda-feira, 13 de junho de 2022

SANTO ANTÓNIO DOS MEUS VERDES ANOS.

Não fui saltar a fogueira
Não tenho a destreza de outrora, 
Longe vão  meus quinze anos.
Não quero ficar queimada.
Amanhã cedo, cedinho, deito-me na relva fresca
Corpo ao sol, cabeça à sombra
Ouço o cantar da passarada...


Entrego o meu pensamento
Ao tempo em que a vida me sorria
E eu cantava feliz, 
Rodopiando nos teus braços...

Vuoi essere l'americano
Mericano, mericano
Sient a me quien to fá-fá
Vuoi vivere nella moda?
Ma se bebe whisky e soda
Por ti siente e me dirá. 

(Façamos de conta que a letra é assim) 😄



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sábado, 11 de junho de 2022

NA COZINHA COM...

 ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤

...O já nosso conhecido Chef.


Como todos os outros é também comensal, óbvio. 😋


E, apreciador de frutos vermelhos.

Aliás, de todos os alimentos em geral. 👍




❤  ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤

sexta-feira, 10 de junho de 2022

PORTUGAL E CAMÕES.*

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Portugal, és tão pequenino.
E pequeno sempre foste 
__em tamanho__
__92 212 km²__
Mas em ti e por ti 
foram moldados  
Grandes Homens
Homens Grandes, 
na nobreza de carácter.
Mas hoje... 
Ai, Portugal
Hoje...
Até os canhões te roubam.


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Portugal

Eu tenho vinte e dois anos e tu às vezes fazes-me sentir como se tivesse
oitocentos.
Que culpa tive eu que D. Sebastião fosse combater os infiéis ao norte de
África só porque não podia combater a doença que lhe atacava os órgãos genitais
e nunca mais voltasse
Quase chego a pensar que é tudo uma mentira
que o Infante D. Henrique foi uma invenção do Walt Disney
e o Nuno Álvares Pereira uma reles imitação do Príncipe Valente.
Portugal
Não imaginas o tesão que sinto quando ouço o Hino Nacional
(que os meus egrégios avós me perdoem)
Ontem estive a jogar poker com o velho do Restelo
Anda na consulta externa do Júlio de Matos
Deram-lhe uns electro-choques e está a recuperar
àparte o facto de agora me tentar convencer que nos espera um futuro de rosas.
Portugal
Um dia fechei-me no Mosteiro dos Jerónimos a ver se contraía a febre do
Império, mas a única coisa que consegui apanhar foi um resfriado
Virei a Torre do Tombo do avesso sem lograr encontrar uma pétala que fosse das rosas que Gil Eanes trouxe do Bojador.
Portugal
Vou contar-te uma coisa que nunca contei a ninguém
Sabes
Estou loucamente apaixonado por ti
Pergunto a mim mesmo
Como me pude apaixonar por um velho decrépito e idiota como tu
mas que tem o coração doce ainda mais doce que os pastéis de Tentugal
e o corpo cheio de pontos negros para poder espremer à minha vontade
Portugal estás a ouvir-me?
Eu nasci em mil novecentos e cinquenta e sete, Salazar estava no poder,
nada de ressentimentos,
um dia bebi vinagre nada de ressentimentos.
Portugal
Sabes de que cor são os meus olhos?
São castanhos como os da minha mãe
Portugal
gostava de te beijar muito apaixonadamente
na boca.

Poema de Jorge Sousa Braga
in "De Manhã Vamos Todos Acordar com uma Pérola no Cu"
Fenda, 1981

Sobre o  Autor: 
Poeta e médico português, Jorge de Sousa Braga nasceu a 23 de dezembro de 1957, em Cervães, no concelho de Vila Verde. Desde muito cedo sentiu-se impelido para a poesia - tinha apenas oito anos quando escreveu o seu primeiro poema. Seria, no entanto, a partir dos 14 anos que o autor começaria a escrever consciente de que a poesia começara já a fazer parte, de forma intrínseca, da sua vida. Jorge de Sousa Braga pertence à geração dos poetas da pós-revolução, revelando uma habilidade inata na construção poética, que, embora fecunda em cadências vivas, não se submete à rigidez de um esquema métrico. 
Fonte: Infopédia.




[As palavras do texto inicial são de minha autoria, como já se deve ter percebido.]

* Homenageando Luís Vaz de Camões falecido em 10 de Junho de 1580, porque dizer Portugal, é pensar em Camões.

"Ao nosso Portugal, que agora vemos

Tão diferente de seu ser primeiro,

Os vossos deram honra e liberdade." 





quinta-feira, 9 de junho de 2022

AINDA A PROPÓSITO DE AMORES PROIBÍDOS...

 ...e da pintora portuguesa que ontem partiu: Paula Rego.

(Antes de ser mundialmente conhecida pelo seu talento, foi uma Mulher que viveu um grande Amor.) 

Uma História de Amor.

Fonte da Fotografia


Conheceram-se em 1953, na Slade School of Fine Art, em Londres, onde ambos estudavam. Paula Rego  tinha 18 anos, Victor Willing  25. Falaram-se pela primeira vez numa festa de estudantes muito regada a álcool, com muito sexo à mistura. Acabaram na cama.
Paula era virgem e acha, comentaria mais tarde, que se apaixonou por Victor logo naquele dia. Ele era um homem muito bonito, sedutor, um intelectual, excelente pintor e, ainda por cima, dançava bem.
Não voltaram a encontrar-se. Tiveram que tempos sem se ver.

Um dia, Paula tinha ido ao cinema, e ela que nunca saíra de um filme a meio, naquele dia teve um pressentimento e saiu.
Encontrou-o a atravessar a rua. Ele convidou-a para ir ao seu estúdio, dizendo que a queria pintar nua (o quadro haveria de fazer furor numa exposição individual de Victor, em 1955).
Pouco tempo depois, Paula engravidou. E engravidou, engravidou, engravidou… Nove vezes. E das nove vezes abortou – Victor era um homem casado, a relação estava condenada.
(Quando, nos anos noventa, realizou a série de quadros com o tema Aborto, Paula sabia do que pintava…)
Só à décima gravidez decidiu ir até ao fim.

Quando soube da decisão, assustado, Victor abandonou-a e voltou para a mulher. Em desespero, Paula contou aos pais. José Figueiroa Rego meteu-se num carro e foi busca-la a Londres.
Algumas semanas mais tardes, sem uma única mala, apenas com a roupa que trazia vestida, Victor apareceu na casa da família de Paula, na Ericeira. Decidira separar-se da mulher e assumir a relação com a amante: o amor falara mais forte que a obrigação institucional. Isto, em 1957.
Instalaram-se num celeiro convertido em estúdio e puseram-se a pintar, enquanto os filhos iam nascendo e se iam criando: três no total. Em 1959 casaram-se oficialmente.
Victor era um pintor lento, de processo demorado, muito exigente, produzia pouco, e Paula sentia-se muito presa ao que tinha aprendido na Slade, aborrecia-se, não sabia o que fazer.

Foi ele que a encorajou, que a incentivou a pintar os famosos “bonecos”, a passar para a tela os desenhos infantis que Paula tinha por hábito fazer no final das cartas que enviava à filha quando estava fora: “A Arte não existe na cama que lhe foi feita; foge a sete pés assim que lhe pronunciam o nome; adora o incógnito. Os melhores momentos são quando se esquece do próprio nome.”
A partir de 1962 começaram a dividir-se entre Londres e Portugal. Lá os invernos, cá os verões.
Em 1966, após a morte do sogro, Victor passou a ocupar-se dos negócios da família de Paula, uma fábrica de componentes eletrónicos. O negócio correu-lhes mal e, em 1976, tiveram de desfazer-se de tudo (incluindo a casa da Ericeira) e fixar residência em Londres.

Viveram períodos de grande amor, foram infiéis um ao outro, passaram ambos por fases depressivas, tiveram momentos de maior ou menor inspiração artística e passaram por grandes dificuldades económicas.
(Só no final dos anos 80 é que Paula passou a vender a sério. No início, vendia muito pouco. Na sua primeira mostra individual em Portugal, em 1965, dos 19 quadros expostos, nem um só foi comprado.)

Permaneceram juntos até 1988, o ano do falecimento de Victor, em virtude de uma doença que durante anos o destruiu: a esclerose múltipla.
Ela não mais o esquecerá.
FONTE do texto

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 Paula Rego, foi ontem juntar-se ao grande amor da sua vida!

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segunda-feira, 6 de junho de 2022

QUANDO AMAR É PECADO.

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Não choro nem me comovo,
com os que sofrem
de Amor
por terem amado demais
porque também eu sofri.

Apenas por ser o fruto
de um Amor
absoluto, que 
diziam ser pecado_
 _e que não teve bom fim...

 



 

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sábado, 4 de junho de 2022

ALEGRIA NO TRABALHO E... DEPOIS DE MUITO TRABALHO. 😊

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DESEJO-VOS  UM  FELIZ

FIM-DE-SEMANA

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quinta-feira, 2 de junho de 2022

PENAS AO VENTO.

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No fundo, no fundo

Aqui, e em todo o lado

Enquanto uns pensam e criam

Outros, com mais ou menos dissimulação.

Espiam, plagiam, copiam.


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Deixo-vos com uma pequena Parábola, que tanto pode significar muito, como pouco ou mesmo nada. Depende da consciência de cada um.

 

Imagem da Net.

Conta-se que, num tempo e lugar distantes, um jovem levantou falso testemunho, inventando uma história repleta de meias verdades sobre uma pessoa inocente. O boato espalhou-se rapidamente e começou a prejudicar a vítima.

Ocorre que ao ver os danos causados, o jovem se arrependeu e procurou um velho sábio para conversar e pedir orientação.

O sábio atendeu-o calmamente, ouvindo cada uma das suas palavras. No final perguntou:

 - Mas, estás realmente arrependido desse acto?

O jovem rapidamente respondeu que sim e que inclusive já havia pedido perdão à pessoa que injustamente havia difamado.

Então o velho sábio respondeu:

 - Já que é assim, peço que faças o seguinte: Pega num travesseiro de penas, sobe ao cume de uma montanha e solta as penas ao vento.

 - Só isso?- perguntou o jovem, admirado.

O sábio disse que sim, mas pediu para que o jovem voltasse a vê-lo novamente. No dia seguinte o jovem voltou muito satisfeito. Então o sacerdote disse:

 - Agora, estás preparado para cumprir a outra parte: Volta à planície e recolhe todas as penas novamente do travesseiro e vem aqui mostrar.

O jovem olhou sem entender e disse:  Mas isso é impossível!

Então, o velho sábio explicou-lhe:

 - Justamente. Da mesma forma é impossível reparar o boato, a mentira, o falso testemunho. Apenas porque a misericórdia de Deus é infinita, poderás receber o perdão. Mas o mal que  provocaste ficará pairando sempre, como penas ao vento. Pensa bem antes de falares novamente ou fazer algo contra alguém.

[Autor desconhecido]


Nota: A foto é de Robert Doisneau, famoso fotógrafo francês. 
1912 - 1994
Doisneau foi um apaixonado por fotografias de rua, registando a vida social  das pessoas que viviam em Paris e arredores.
Esta fotografia é de 1956.


💙💛


quarta-feira, 1 de junho de 2022

EM NOME DAS CRIANÇAS.

 



Crianças...Crianças. 

Somos todos nós,

guardando na memória a nossa inocência,

sorrisos e afectos de pais e avós.

 


 Crianças...Crianças.

De hoje e de sempre

vitimas da guerra de hoje e de ontem.

Famintas, sofridas, chorosas, doridas.

 

Crianças vietnamitas a fugir espavoridas da sua aldeia,
atacada por bombas de napalm. 
Ver FONTE

 Crianças...Crianças.

 Perdoai-nos...

Criança ucraniana, perdida dos pais, chorando convulsivamente, sem saber o que fazer.


 ...Perdoai-lhes. Eles não sabem o que fazem.

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Decidi que este Dia merece um pouco mais de alegria.
Espero que sorriam com esta deliciosa criança.



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