....mas a verdade é que isto aconteceu...
domingo, 15 de maio de 2022
DESCULPEM QUALQUER COISINHA...
sexta-feira, 13 de maio de 2022
DESABAFOS.
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| Esta Rua não é a da Poetisa. É a foto de uma rua da minha terra, captada em tempos de pandemia. |
quarta-feira, 11 de maio de 2022
ARTE À MESA...
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...porque os olhos também comem!!
E, claro, muita paciência oriental.
Eu sei que não as tenho. Nem a arte nem a pacência. Mas, quem sabe se entre os pacientes visitantes deste espaço, não existe alguém que é dotado/a destas virtudes?
É para eles/elas que vai esta publicação. 😊
segunda-feira, 9 de maio de 2022
A VIDA É BELA.
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É já tarde na noitee a praia está deserta.Rebenta o marsobre os rochedos.Um ar cálido,espesso de salitree de lembranças,banha-me a cabeça.Fecho os olhos.Inalo.Deixo-me levar.E logo penso__como quase sempreque me ocorrem estas coisas__em Proust.Mas não li Proust.Que importa.A vida é bela.Quem precisade Proust?
sábado, 7 de maio de 2022
quinta-feira, 5 de maio de 2022
FOTOGRAFAR SENTIMENTOS.
"O Fotógrafo" Poema de Manoel de Barros
Difícil fotografar o silêncio.
Entretanto tentei. Eu conto:
Madrugada minha aldeia morta.
Não se ouvia um barulho, ninguém passava entre as casas,
Eu estava saindo de uma festa.
Eram quase quatro horas da manhã.
Ia o Silêncio pela rua carregando um bêbado.
Preparei minha maquina.
O silêncio era um carregador.
Tive outras visões naquela madrugada.
Preparei minha máquina de novo.
Tinha um perfume de jasmim no beiral de um sobrado.
Fotografei o perfume.
Via uma lesma pregada na existência mais do que pedra.
Fotografei a existência dela.
Via ainda um azul-perdão no olho de um mendigo.
Fotografei o perdão.
Olhei uma paisagem velha a desabar sobre uma casa
Fotografei o sobre.
Por fim enxerguei a Nuvem de Calças
Representou para mim que ela andava na aldeia
de braços com Mayakovski - seu criador
O Fotografei a "Nuvem de Calças" e o poeta.
* * *
[ Aos interessados em ler alguns poemas do autor referido neste poema, ou seja, de Vladimir Mayakovsky, faça favor de clicar AQUI ]
Já eu, que não sou fotógrafa nem poeta, não fotografei o perfume nem o silêncio nem a madrugada. Fotografei a fotografia de um passado distante, do qual ainda lhe sinto um leve aroma de saudade.
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💙💛
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terça-feira, 3 de maio de 2022
SURPREENDAM-SE....
😏 ... começando com um sorriso céptico e...
...terminando de boca aberta.
A vida é feita de surpresas.
Eu que o diga!
😯
domingo, 1 de maio de 2022
MÃE...
...fazes parte indissociável das minhas melhores recordações de infância.
Calma, paciente, dedicada, altruista e sofridamente silenciosa.
Tantas perguntas que nunca quis fazer para não te forçar a dar-me respostas, por certo, dolorosas.
Foi um tempo sem afagos nem abraços,
sem beijos nem carinhos,
mas eu sabia que contigo estava protegida.
Foi um tempo em que abraçar ou beijar
não fazia parte da educação austera de então.
Contactos físicos ternurentos não existiam,
contactos duros com a palma da tua mão, também não.
Ao teu Pai pedia-lhe a bênção e ele estendia-me a mão que eu beijava: - "Bênção Avô"
Ao meu pai nunca pedi nada.
Ana, nome que tantas Mulheres perpetuam para além dos tempos.
Nome da Mãe de Maria, Mãe de Jesus.
José, Pai de Jesus Cristo.
Obrigada por Tudo o que me deste, Ana José, minha querida Mãe.
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