domingo, 14 de fevereiro de 2021

CHUVA.

 

Foto minha.

Goza a paisagem 

fresca da minha ferida,

quebra juncos e riachos delicados.

Bebe na coxa de mel

o sangue derramado.


Palavras de Federico García Lorca

Tradução minha.



                                                                           



La lluvia tiene un vago secreto de ternura,

algo de soñolencia resignada y amable,

una música humilde se despierta con ella

que hace vibrar el alma dormida del paisaje.


Es un besar azul que recibe la Tierra,

el mito primitivo que vuelve a realizarse.

El contacto ya frío de cielo y tierra viejos

con una mansedumbre de atardecer constante.


Es la aurora del fruto. La que nos trae las flores

y nos unge de espíritu santo de los mares.

La que derrama vida sobre las sementeras

y en el alma tristeza de lo que no se sabe.


La nostalgia terrible de una vida perdida,

el fatal sentimiento de haber nacido tarde,

o la ilusión inquieta de un mañana imposible

con la inquietud cercana del color de la carne.


(...)


Manel Mau-Tempo aka Cigano Maltês aka Atravessado, espero que passes por aqui, porém, mesmo que não passes, se alguém clicar AQUI , saberá a quem é dedicado e porque razão criei este poético momento. 😊


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E, já agora, porque me lembrei de repente - cabeça a minha - que hoje é Domingo de Carnaval, vamos atenuar a nostalgia com esta batucada e o Martinho da Vila?
Bora lá, Manel! Juntemo-nos todos ao batuque




💗   😍



sábado, 13 de fevereiro de 2021

QUEM ESCREVEU? #3 (Reedição)

   




Eis o livro de onde transcrevi o pequeno texto que fez parte do Desafio nº 3. 

Joanne Harris nasceu em Yorkshire, filha de mãe francesa e pai inglês, é a autora do bestseller "Chocolate", romance que foi adaptado ao cinema e teve como principais protagonistas os actores Juliette Binoche e Johnny Depp. 

A escritora escreveu este livro, posteriormente ao que foi referido e a um outro que não revelo agora o título, pois poderá ainda vir a sair nestes desafios. 

A exemplo do que fiz anteriormente, vou levantar um pouco o véu  mas sem descobrir toda a beleza que existe nestes "Cinco Quartos de Laranja" de modo a que vos aguce o apetite e o queiram saborear brevemente.

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Framboise, agora já no Outono da vida, regressa à pequena cidade onde nasceu e abre um restaurante que rapidamente se torna famoso graças às receitas de um velho caderno que pertencera a sua mãe. Essa espécie de Diário contém igualmente uns apontamentos cuja decifração lançará uma nova luz sobre os dramáticos acontecimentos que lhe marcaram a infância, nos dias já longínquos da acupação nazi.

E pronto... Creio que isto será o suficiente para vos despertar o desejo de degustar este pitéu. 


Acertaram.


Elvira    -    Gábi   -     Teresa




Sandra Martins ( sem blogue)


UmaMaria (sem blogue)







Estiveram presentes mas não quiseram pesquisar:





Maria Dolores Garrido

A TODOS, o meu sincero agradecimento. Cá vos aguardo no próximo Desafio que poderá ser literário, ou outro. 





sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

QUEM ESCREVEU? # 3

 



Continuamos com o Passatempo/Desafio que sei ser do agrado de Todos, incluindo até de quem não participou nos anteriores. 

Espero, contudo, que desta vez se deixem entusiasmar, pois quantos mais participantes, maior o entusiasmo geral.

Como é habitual nestas brincadeiras, peço a quem souber a resposta que a envie para o meu e-mail [fgmncf@gmail.com] e/ou, use de  uma forma subtil de modo a fornecer dicas que possam ajudar outros participantes na pesquisa e chegar à solução.

Como já frisei anteriormente serão sempre Desafios simples, apenas  um entretenimento sem intuitos didácticos. 

 



Eis a questão que desta vez vos coloco:

Sabem quem escreveu e qual o título do livro, onde se  pode ler este poema tão docinho?


Dica: Escritor/a de origem britânica e não se trata de um livro de poesia.


Boa Sorte!  😊

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

DA PANDEMIA E OUTROS DEMÓNIOS. *

Imagem da cientista, recolhida na Net.


 “Carta de Amor Numa Pandemia Vírica"


Gaitas de foles tocadas na Escócia

Tenores cantam desde varandas italianas

Os mortos não os escutarão

E os vivos querem carpir os seus mortos em silêncio

Quem desejam confortar?

As crianças?

Mas as crianças também estão a morrer

Nas minhas circunstâncias

Poderei morrer

Perguntando-me se vos irei ver de novo

Mas antes de morrer

Quero que saibam

Quanto gostava de vocês

Quanto me preocupava convosco

Quanto me recordava dos momentos partilhados e estimados

Momentos então

Eternidade agora

Poesia

Riso

Mar

Pôr do Sol

A pena que a gaivota levou para a nossa mesa

Pequeno-almoço

Botões de punho dourados

A magnólia

O hospital

Meias, pijamas e outras coisas acauteladas

Tudo momentos então

Eternidades agora

Porque poderei morrer e vós tereis de viver

Na vossa sobrevivência, a esperança da minha duração.

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Poema escrito pela imunologista Maria de Sousa que faleceu no dia 14 de Abril de 2020, vítima do novo coronavírus.

O poema foi redigido no dia 03 de Abril e em inglês, tal como a autora se expressava quando escrevia poesia.

A tradução é da jornalista Francisca Soares da Silva.


Quem desejar saber mais acerca desta cientista portuguesa, faça favor de clicar: AQUI 

E ouvi-la, AQUI.

* Inspirada no título do livro de  Gabriel García Márquez: "Do Amor e Outros Demónios"

Foto minha.


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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

MEMÓRIAS DANÇANTES. # 2 - QUIÉN SERÁ?

 Sempre quero ver se, desta vez, alguém do pessoal mais saudoso e amante de música de baile, latino-americana, diz que não se lembra desta melodia...



Quién será la que me quiera a mí?

Quién será, quién será?

Quién será la que me dé su amor?

Quién será, quién será?


Yo no sé si la podré encontrar

Yo no sé, yo no sé

Yo no sé si volveré a querer

Yo no sé, yo no sé


He querido volver a vivir 

la pasión y el calor de otro amor

De otro amor que me hiciera sentir,

que me hiciera feliz  como ayer lo fui


Ay, quién será la que me quiera a mí

Quién será, quién será?

Quién será la que me dé su amor?

Quién será, quién será?


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Como todos disseram que sim, uns dançaram, outros com o pé já mais pesado, porém, gingaram e abanaram a cabeça, ao som da música, todos têm direito a um bónus especial: esta  moderna versão interpretada pelo magnífico Hauser e o seu violoncelo mágico. 

Desfrutem e relembrem. 






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terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

NABICE POÉTICA. #2

 


Quem tiver boa memória por certo se lembra do pequeno nabo que encontrei esquecido no frigorífico, engelhado e quase murcho, porém  a dar indícios de querer florir, qual planta de toucar. Quem já se esqueceu faça o favor de clicar AQUI.

Em água continuou e, em poucos dias cresceu um pouquinho mais e agora está assim.



Ora, tal facto, leva-me à seguinte reflexão poético filosófica:


...a água é fonte de vida

que tudo faz desabrochar e desenvolver

se houver um pouco de calor, 

melhor.

Desenvolve a rama do nabo, faz-lhe nascer a raiz

alegra-me o olhar a mim

dá-me motivos para sorrir __ e,  como existo,

logo penso.

Bem, penso que isto de ver 

um nabo ser tratado como flor

se calhar não é nabice  nenhuma.

É antes um acto de amor.

Que vos parece? __

É loucura, nabice  ou romantismo?


***** 💚 *****


domingo, 7 de fevereiro de 2021

Um Soneto Por Semana. # 14

 



Ruínas


E é triste ver assim ir desfolhando,

Vê-las levadas na amplidão do ar,

As ilusões que andámos levantando

Sobre o peito das mães, o eterno altar.


Nem sabe a gente já como, nem quando,

Há-de a nossa alma um dia descansar!

Que as almas vão perdidas, vão boiando

Nesta corrente eléctrica do mar!…


Ó ciência, minha amante, ó sonho belo!

És fria como a folha dum cutelo…

Nunca o teu lábio conheceu piedade!


Mas caia embora o velho paraíso,

Caia a fé, caia Deus! sendo preciso,

Em nome do Direito e da Verdade.


Soneto de Guerra Junqueiro.

Fotos minhas




ADENDA: A propósito do comentário da Teresa do blog «ematejoca azul» e, porque penso ser a este tipo de "ataques" que ela se refere, ou seja, às acusações de que foi alvo o escritor, acusando-o de heresia e ateísmo, fotografei do livro "A Velhice do Padre Eterno", o excerto de um estudo, feito defesa, de outro escritor de nomeada: Camilo Castelo Branco.



Como Camilo aqui refere, as ventanias tempestuosas da opinião pública, já vêm de há muito...não são apenas dos nossos dias!

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

QUEM ESCREVEU? #2 - ( Reedição )

 



Este é o livro de onde transcrevi o poema oriental que fez parte do Desafio nº 2, desta série de desafios. Como podem constatar não se trata de um livro de poesia. É um romance e muitíssimo interessante.

Eis um pouco da história, para vos aguçar o apetite sem, contudo, revelar demasiado para que vos não retire o interesse na sua leitura, que recomendo vivamente.

Um carteiro solitário vive a sua vida através dos outros, lendo a correspondência alheia antes de a entregar aos destinatários. Inesperadamente, assume a existência de outro homem e aproxima-se da mulher por quem se apaixonara. 

Uma relação única, intensa e bela vivida apenas através das cartas e dos poemas que trocam entre si.

A não perder! 😊


Acertaram:

Gábi

Pedro Coimbra

José (500)

Elvira Carvalho

Brancas Nuvens Negras

Catarina

Rosa dos Ventos

Cidália Ferreira

Lis

Sandra Martins (sem blogue)

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Estiveram presentes, mas não quiseram pesquisar:

Porventura Escrevo

Kok

Rogério Pereira

Manu

Rycardo

Maria Dolores Garrido


A TODOS, o meu sincero agradecimento e cá vos aguardo no próximo Desafio que, poderá ser literário ou outro. 😉




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